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ENTREVISTA
Congresso em Foco
26/3/2026 7:01
O PSB começa a desenhar sua estratégia para 2026 apostando em dois movimentos de peso: a candidatura de João Campos ao governo de Pernambuco e a filiação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) para disputar o governo de Minas Gerais. Em entrevista ao Congresso em Foco, o líder do partido na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), indicou que as duas articulações fazem parte de uma engenharia eleitoral mais ampla, conduzida pela direção nacional sob o comando do prefeito do Recife.
Na avaliação do líder do PSB, será difícil para o presidente Lula manter neutralidade em Pernambuco, como tem sido defendido por aliados da governadora Raquel Lyra (PSD). Jonas Donizette argumenta que o PT deve integrar a chapa de João Campos no Estado, enquanto a atual governadora, segundo ele, não se apresenta de forma aberta como aliada do projeto nacional petista. "Eu acho que o Lula, no tempo certo, no momento certo, ele vai declarar o apoio à candidatura do João Campos", disse.
Ao mesmo tempo, o PSB também trabalha para abrir espaço a Rodrigo Pacheco em Minas Gerais. Donizette afirmou acreditar que o senador deve se abrigar no partido para disputar o governo estadual e disse que as conversas estão avançadas. Segundo ele, a articulação conta com participação direta da direção nacional. "Eu acredito que exista uma possibilidade do Rodrigo se abrigar no PSB para ser candidato", declarou.
Bancada federal, a prioridade
O deputado atribui esse desenho à estratégia nacional do partido para ampliar seu peso na coalizão de Lula e fortalecer sua presença nos Estados. De acordo com o deputado, quem está conduzindo as conversas é o presidente nacional do PSB, João Campos, em diálogo com as seções estaduais. "Quem está fazendo todo esse desenho é o nosso presidente nacional, João Campos. Ele está tendo as conversas aí por estado", afirmou.
A prioridade, segundo ele, é fortalecer a bancada federal, mas sem abrir mão de candidaturas competitivas ao Executivo onde o partido enxergar chance real de vitória ou ganho político. "Nós já temos uma definição de que a prioridade é a bancada de deputados federais. Eleger o maior número possível. E vamos lançar candidatos aonde tiver uma chance real de vitória. Ou aonde também favorecer o nosso projeto político", disse.
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