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SESSÃO PRESENCIAL

STF marca para 8 de abril julgamento sobre vacância no governo do RJ

Plenário vai decidir modelo de eleição após Zanin suspender pleito indireto no Estado.

Congresso em Foco

30/3/2026 8:37

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O STF marcou para o dia 8 de abril o julgamento que vai definir o modelo de eleição para a sucessão no governo do Rio de Janeiro, após a suspensão das eleições indiretas determinada pelo ministro Cristiano Zanin.

Segundo comunicado da presidência da Corte, o plenário deverá analisar, em sessão presencial, os processos que tratam da vacância do cargo de governador no Estado. Estão na pauta o referendo da liminar na ADI 7.942, relatada por Luiz Fux, e na RCL 92.644, relatada por Cristiano Zanin.

A decisão do plenário deverá fixar a orientação sobre como deve ocorrer a escolha do novo governador, diante da controvérsia entre eleições diretas ou indiretas.

Suspensão e disputa jurídica

Na última semana, Zanin determinou a suspensão das eleições indiretas no Estado, apontando possível conflito com entendimento anterior do STF.

O ministro considerou haver "aparente contradição" entre a decisão do TSE e precedente da Corte que prevê eleições diretas em casos de vacância a mais de seis meses do fim do mandato.

A liminar também manteve o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no exercício do cargo de governador até a decisão final do Supremo.

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Julgamento no plenário físico

O julgamento será realizado presencialmente, o que permite a rediscussão de votos e eventual ajuste de posicionamentos dos ministros.

Segundo a presidência do STF, a análise será orientada "pelos princípios da legalidade constitucional, da segurança jurídica e da estabilidade institucional" e terá como objetivo definir a diretriz para o processo sucessório no Estado.

Edson Fachin, presidente do STF, convocou julgamento que vai definir sucessão no governo do Rio.

Edson Fachin, presidente do STF, convocou julgamento que vai definir sucessão no governo do Rio.Rosinei Coutinho/STF

Dupla vacância

O caso ocorre após a saída do governador Cláudio Castro, cassado pelo TSE, em um cenário de dupla vacância, já que o cargo de vice-governador também estava vazio.

A vaga foi aberta após a saída de Thiago Pampolha, que deixou o posto para assumir cargo no Tribunal de Contas do Estado.

Nesse contexto, quem assumiu interinamente o governo foi o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro.

A solução foi adotada porque o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que estaria na linha sucessória, está afastado e preso por decisão do próprio STF.

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