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Congresso em Foco
6/4/2026 9:42
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (6) requerimento para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da CPI do Crime Organizado no Senado. O pedido já conta com o apoio de 28 senadores, número superior ao mínimo necessário para a tramitação.
Instalada para investigar a atuação e o funcionamento de organizações criminosas no país, a comissão avançou sobre estruturas de financiamento ilícito e identificou indícios de infiltração dessas redes na economia formal.
Caso Master e fase crítica
Ao justificar a prorrogação, Vieira afirmou que a CPI chegou a uma etapa decisiva das investigações, especialmente diante dos desdobramentos do chamado caso Master.
Segundo o senador, o material analisado aponta para um nível elevado de sofisticação das organizações criminosas.
"Ficou evidenciado que o crime organizado atua hoje com estruturas comparáveis a corporações transnacionais, com redes complexas de lavagem de capitais que se valem de brechas regulatórias e da cooptação de agentes públicos e privados."
Ele também classificou o caso Master como um exemplo de "risco sistêmico e corrupção" com alcance amplo.
Volume de provas
O senador destacou ainda que a comissão acumulou um grande volume de documentos e provas ao longo dos trabalhos, o que exige análise detalhada e cruzamento de dados sensíveis.
De acordo com o relator, a CPI precisa realizar novas oitivas consideradas essenciais para o avanço das investigações.
O requerimento também menciona a necessidade de aprofundar o diagnóstico sobre a atuação de facções criminosas e milícias nos estados.
A proposta inclui a realização de audiências com governadores e secretários de segurança pública de diferentes regiões do país, tanto de estados com melhores quanto piores indicadores de segurança.
Para o senador, a extensão do prazo é necessária para evitar que a comissão seja encerrada antes da conclusão dos trabalhos.
"O encerramento prematuro representaria um retrocesso na elucidação da infiltração do crime organizado na economia brasileira e um prejuízo incalculável ao interesse público", afirmou.
A decisão sobre a prorrogação caberá ao Congresso Nacional.
Veja quem assinou:
1- Alessandro Vieira (MDB/SE)
2- Flávio Arns (PSB/PR)
3- Esperidião Amin (PP/SC)
4- Jorge Kajuru (PSB/GO)
5- Fabiano Contarato (PT/ES)
6- Mara Gabrilli (PSD/SP)
7- Jaime Bagattoli (PL/RO)
8- Styvenson Valentim (PSDB/RN)
9- Sergio Petecão (PSD/AC)
10- Plínio Valério (PSDB/AM)
11- Wellington Fagundes (PL/MT)
12- Jayme Campos (UNIÃO/MT)
13- Vanderlan Cardoso (PSD/GO)
14- Hamilton Mourão (REPUBLICANOS/RS)
15- Wilder Morais (PL/GO)
16- Eduardo Girão (NOVO/CE)
17- Damares Alves (REPUBLICANOS/DF)
18- Luis Carlos Heinze (PP/RS)
19- Sergio Moro (UNIÃO/PR)
20- Paulo Paim (PT/RS)
21- Cleitinho (REPUBLICANOS/MG)
22- Astronauta Marcos Pontes (PL/SP)
23- Leila Barros (PDT/DF)
24- Confúcio Moura (MDB/RO)
25- Magno Malta (PL/ES)
26- Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)
27- Carlos Viana (PODEMOS/MG)
28- Lucas Barreto (PSD-AP)
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