Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
CPI DO CRIME ORGANIZADO
Congresso em Foco
8/4/2026 | Atualizado às 10:32
A CPI do Crime Organizado ouve nesta quarta-feira (8) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a atuação da instituição no caso Banco Master e sobre a relação da autoridade monetária com o empresário Daniel Vorcaro. Galípolo depõe como convidado. Convocado para a mesma reunião, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto não compareceu à comissão. Esta é a terceira vez que ele se recusa a prestar esclarecimentos à CPI.
Autor do requerimento de convite a Galípolo, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu a necessidade de se garantir transparência institucional e afastar suspeitas de eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro. No documento, Girão cita uma reunião realizada em novembro de 2024 com a participação de Galípolo e de Daniel Vorcaro.
O requerimento para ouvir Campos Neto foi proposto pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que o descreve como "testemunha qualificada" em razão da experiência acumulada no período em que comandou a instituição.
A comissão tenta concentrar nos próximos dias os depoimentos e diligências considerados essenciais para o relatório final. Nesta terça-feira (7), Alessandro Vieira afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deve prorrogar o funcionamento do colegiado.
Com isso, a expectativa é de que o parecer final seja apresentado e votado já na próxima semana, quando se encerra o prazo de funcionamento da CPI. "A gente espera conseguir enfrentar o máximo de temas possíveis nesse relatório", afirmou o relator.
A audiência com Galípolo ocorre em um momento decisivo para a comissão, que busca consolidar seu diagnóstico sobre suspeitas envolvendo o sistema financeiro e possíveis conexões com organizações criminosas antes do encerramento dos trabalhos.
Temas
LEIA MAIS