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BOLETIM FOCUS

Mercado eleva previsão de inflação para 4,71%, acima da meta

Projeção do mercado para o IPCA sobe pela quinta semana seguida, supera o teto da meta e reforça a pressão inflacionária em meio à alta do petróleo.

Congresso em Foco

13/4/2026 | Atualizado às 9:58

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Os analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção para a inflação deste ano, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A mediana das estimativas para o IPCA de 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, na quinta alta semanal consecutiva, e ficou acima do teto da meta de inflação. Ao mesmo tempo, as previsões para o crescimento da economia e para a taxa básica de juros foram mantidas, enquanto a expectativa para o dólar recuou levemente.

Veja o Boletim Focus desta semana.

O relatório com data de 10 de abril mostra que a expectativa para o IPCA vinha de 4,10% há quatro semanas, passou para 4,36% na semana passada e agora chegou a 4,71%. Para 2027, a projeção também avançou, de 3,85% para 3,91%, no terceiro aumento seguido. Já para 2028, a estimativa foi mantida em 3,60%, enquanto a de 2029 permaneceu em 3,50% pela 32ª semana consecutiva.

Boletim Focus: mercado financeiro eleva pela quinta semana consecutiva a previsão de inflação para 2026.

Boletim Focus: mercado financeiro eleva pela quinta semana consecutiva a previsão de inflação para 2026.Evandro Leal/Agência Enquadrar/Folhapress

A piora nas expectativas ocorre em um momento de pressão sobre os preços, especialmente após a aceleração recente da inflação e a alta do petróleo no mercado internacional. O movimento é atribuído por analistas ao encarecimento dos combustíveis e dos alimentos, num cenário também influenciado pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã.

Além da inflação cheia, o Focus mostrou alta nas projeções de curto prazo. A mediana para o IPCA de abril passou de 0,48% para 0,50%, enquanto a estimativa para maio subiu de 0,31% para 0,32%. Para junho, a projeção foi mantida em 0,28%. Já a inflação suavizada em 12 meses recuou de 4,09% para 4,05%.

Crescimento e juros estáveis

No restante do quadro macroeconômico, o mercado manteve em 1,85% a expectativa de crescimento do PIB em 2026, repetindo o mesmo número da semana anterior. Para 2027, a projeção permaneceu em 1,80%, e para 2028 e 2029 continuou em 2%.

Na área cambial, houve leve alívio. A previsão para o dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,40 para R$ 5,37. Para 2027, a estimativa recuou para R$ 5,40; para 2028, para R$ 5,46; e, para 2029, ficou estável em R$ 5,50.

Já a taxa Selic esperada para 2026 foi mantida em 12,50% pela terceira semana consecutiva. Para os anos seguintes, as projeções também permaneceram estáveis: 10,50% em 2027, 10% em 2028 e 9,75% em 2029.

O Focus também registrou nova deterioração em outros indicadores de preços. A projeção para o IGP-M de 2026 subiu para 3,86%, no sexto avanço seguido. No caso dos preços administrados, a expectativa passou a 4,87% neste ano. Os dados reforçam a leitura de que o ambiente inflacionário segue pressionado, apesar da estabilidade nas apostas para juros e atividade econômica.

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dólar taxa de juros boletim Focus Selic inflação mercado financeiro Banco Central economia

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