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ECONOMIA
Congresso em Foco
20/4/2026 | Atualizado às 10:01
O mercado financeiro voltou a elevar as projeções para a inflação e para a taxa básica de juros em 2026 e 2027, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central. Ao mesmo tempo, os analistas reduziram as estimativas para o dólar, em meio a um cenário internacional mais adverso e às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.
Veja a íntegra do Boletim Focus desta semana.
Inflação segue pressionada
A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,71% para 4,80% em 2026, na sexta semana seguida de alta. Para 2027, a estimativa passou de 3,91% para 3,99%, na quarta elevação consecutiva. Já para 2028, a projeção foi mantida em 3,60%. Com isso, a inflação esperada para este ano segue acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%.
Mercado vê juros mais altos
As projeções para a Selic também subiram. Para 2026, a expectativa do mercado passou de 12,50% para 13,00% ao ano. Para 2027, foi de 10,50% para 11,00%. Em 2028, a mediana permaneceu em 10,00%. O movimento reforça a percepção de que o Banco Central deverá manter uma política monetária mais restritiva diante da piora do ambiente externo e das pressões inflacionárias.
Dólar recua nas estimativas
Na contramão da inflação e dos juros, as projeções para o câmbio foram revistas para baixo. A estimativa para o dólar caiu de R$ 5,37 para R$ 5,30 em 2026, de R$ 5,40 para R$ 5,35 em 2027 e de R$ 5,46 para R$ 5,40 em 2028. A queda acompanha a recente desvalorização da moeda norte-americana em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
PIB e balança comercial
Para o Produto Interno Bruto (PIB), a mediana das projeções avançou levemente de 1,85% para 1,86% em 2026. Em 2027, a expectativa foi mantida em 1,80%, enquanto para 2028 permaneceu em 2,00%. O Focus também registrou melhora nas previsões para a balança comercial: o superávit esperado subiu de US$ 70 bilhões para US$ 72,65 bilhões em 2026 e de US$ 73,10 bilhões para US$ 74 bilhões em 2027. Para 2028, houve leve recuo, de US$ 73,50 bilhões para US$ 73 bilhões.
Investimento estrangeiro
No caso do investimento estrangeiro direto, a projeção foi mantida em US$ 75 bilhões para 2026. Para 2027, a estimativa recuou de US$ 78,50 bilhões para US$ 78 bilhões. Em 2028, permaneceu em US$ 80 bilhões. O conjunto dos dados mostra um mercado mais cauteloso com a inflação e os juros, apesar de alguma melhora nas expectativas para o câmbio e para o setor externo.
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