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ELEIÇÕES 2026

PT aprova manifesto com defesa de reformas e acenos ao centro

Manifesto do PT defende reformas no sistema político, Judiciário e administração pública. Texto evita ataques ao sistema financeiro e propõe "concertação social" para ampliar alianças ao centro.

Congresso em Foco

27/4/2026 | Atualizado às 7:42

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O PT aprovou no domingo (26), durante seu 8º Congresso Nacional, em Brasília, um manifesto que coloca a reeleição do presidente Lula no centro da estratégia política do partido para 2026. Intitulado "Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país", o documento apresenta diretrizes para um novo ciclo de governo, defende reformas estruturais e propõe a formação de uma ampla coalizão política e social em torno da candidatura petista.

O texto afirma que a disputa presidencial ocorrerá em um cenário internacional marcado pela crise do neoliberalismo, pela ascensão da extrema direita e por tensões geopolíticas. Nesse contexto, o partido sustenta que a permanência de Lula no poder é "decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional".

Veja a íntegra do documento.

Aceno ao centro

Embora mantenha forte carga ideológica, o manifesto aprovado adotou tom mais moderado do que versões discutidas anteriormente. Foram retiradas referências mais diretas a uma reforma do sistema financeiro e ao caso Banco Master, em um movimento interpretado como tentativa de evitar atritos com setores do centro político e do empresariado.

A moderação aparece também na defesa de uma "concertação social" que reúna setor produtivo, empresários "comprometidos com a nação", trabalhadores, sindicatos e movimentos populares. O objetivo, segundo o documento, é construir uma coalizão capaz de sustentar um projeto de desenvolvimento nacional e superar a fragmentação política.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, resumiu a estratégia ao afirmar que o manifesto deve "falar com o país e chamar o centro para compor com Lula". A declaração reflete uma preocupação do governo e do PT com a reconstrução de alianças mais amplas, especialmente com partidos como PSD, MDB e União Brasil.

Reformas e emendas

O manifesto se organiza em três eixos principais: reconstrução do papel do Estado como indutor do desenvolvimento; retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, riqueza e patrimônio; e transição produtiva, tecnológica e ambiental orientada pela sustentabilidade e pela soberania nacional.

Entre as reformas defendidas estão a política e eleitoral, com mudanças no modelo de execução das emendas parlamentares; a tributária, com ênfase na justiça fiscal; a tecnológica, voltada à soberania digital e à regulação das plataformas; a do Poder Judiciário, com mecanismos de "autocorreção"; e a administrativa, voltada ao fortalecimento da capacidade pública do Estado.

A menção às emendas parlamentares toca em um dos pontos de maior tensão entre Executivo e Congresso. Desde o início do atual mandato, Lula tem criticado o volume de recursos destinados a indicações de deputados e senadores, que hoje consomem parcela expressiva do Orçamento livre para investimentos.

Defesa do governo Lula

Na área econômica, o partido procura apresentar o atual governo como responsável por uma retomada após o que chama de "projeto de destruição nacional" do governo anterior. O documento cita valorização do salário mínimo, queda do desemprego, saída do Brasil do Mapa da Fome, crescimento da renda e recomposição de investimentos em saúde, educação, ciência e infraestrutura.

O texto também lista programas retomados ou criados no atual mandato, como Minha Casa Minha Vida, PAC, Nova Indústria Brasil, Pé-de-Meia, Gás do Povo, Farmácia Popular e políticas de combate ao feminicídio. Para o PT, essas ações formam a base de um novo projeto de desenvolvimento, mas ainda são insuficientes diante dos desafios estruturais do país.

A soberania nacional é outro eixo central. O manifesto dedica atenção às terras raras e minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética, a indústria de alta tecnologia, a defesa e a soberania digital. O partido defende que o Brasil deixe de ser mero exportador de matéria-prima e passe a processar esses recursos em território nacional.

Disputa de narrativa

Lula não participou do congresso, pois se recuperava de procedimentos médicos realizados em São Paulo na sexta-feira. O encontro contou com a presença de lideranças petistas e governistas, entre elas Fernando Haddad, Camilo Santana, José Guimarães, Alexandre Padilha e os governadores Elmano de Freitas e Fátima Bezerra.

Ao discursar no evento, Camilo Santana afirmou que a eleição será uma "guerra", especialmente nas redes sociais, e defendeu que militantes organizem grupos de WhatsApp para defender o governo. Já o presidente do PT, Edinho Silva, fez um apelo para que o partido busque diálogo com segmentos em que enfrenta resistência, como a juventude evangélica e trabalhadores de aplicativo.

No plano interno, o manifesto propõe fortalecer diretórios, núcleos de base, secretarias e setoriais. Também defende renovação geracional no partido, com limites ao número de mandatos nas instâncias partidárias e garantia de ao menos 50% de mulheres nos espaços de deliberação.

Ao final, o documento reafirma o compromisso do PT com democracia, justiça social, soberania nacional e socialismo. Mais do que um programa fechado de governo, o manifesto funciona como uma carta de intenções para 2026: combina defesa do legado de Lula, tentativa de ampliar alianças e convocação da militância para uma disputa que o partido já trata como decisiva.

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