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Congresso em Foco
11/5/2026 19:10
Durante a cerimônia de sanção da lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, no Palácio do Planalto, o presidente Lula comentou a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde está desde fevereiro de 2025.
Ao relembrar uma entrevista de Jair Bolsonaro ao canal do filho no YouTube, Lula se referiu ao ex-congressista como "aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar o golpe contra o Brasil".
Veja a fala:
O discurso de Lula na cerimônia de sanção da lei foi marcado por críticas à condução do governo Bolsonaro durante a pandemia. O presidente relembrou uma declaração dada pelo ex-chefe do Executivo em 2020, pouco antes do agravamento da crise sanitária, quando afirmou que o surto da covid-19 estava próximo do fim.
Na ocasião, Bolsonaro disse que poderia haver um "pequeno repique" da doença e afirmou que "a pressa da vacina não se justifica porque mexe com a vida das pessoas, vai inocular algo em você". Lula reproduziu o trecho e atribuiu ao antecessor responsabilidade pelas 700 mil mortes causadas pela covid-19 no país.
Situação de Eduardo
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, quando viajou para acompanhar a posse do presidente Donald Trump. Desde então, permaneceu no país articulando junto a autoridades americanas por sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro envolvidos no julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Eduardo responde no STF por coação no curso do processo, em ação penal que já se encontra na fase final de tramitação. Em dezembro de 2025, teve o mandato cassado por abandono de cargo.
Atualmente, é pré-candidato a primeiro suplente ao Senado por São Paulo, na chapa de André do Prado. A candidatura poderá ser contestada caso ele seja condenado, o que o tornaria inelegível por efeito da Lei da Ficha Limpa.
Lei sancionada
A norma sancionada pelo presidente Lula institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser celebrado em 12 de março. A data faz referência à morte da diarista Rosana Aparecida Urbano, primeira vítima fatal da pandemia no Brasil, em 2020, aos 57 anos. Os pais dela e dois irmãos também morreram em decorrência da doença.
A lei decorre do projeto de lei 2.120/2022, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC), aprovado pelo Senado em abril deste ano, sob relatoria de Humberto Costa (PT-PE).
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