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ELEIÇÕES 2026

Avaliação de Lula melhora após Trump e Desenrola, aponta Quaest

Aprovação do presidente sobe, avaliação negativa recua e percepção sobre o rumo do país melhora. Encontro com Trump e Desenrola 2.0 aparecem como ativos para o governo.

Congresso em Foco

13/5/2026 | Atualizado às 9:47

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A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest mostra melhora no ambiente político para o presidente Lula (PT). A aprovação do governo subiu de 43% para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%. A diferença entre desaprovação e aprovação, que era de nove pontos em abril, caiu para três pontos em maio.

A avaliação do governo também melhorou. O percentual dos que consideram a gestão Lula positiva passou de 31% para 34%. Já a avaliação negativa recuou de 42% para 39%. Os que classificam o governo como regular são 25%.

Veja a íntegra da pesquisa.

Trump recebeu Lula na Casa Branca na semana passada.

Trump recebeu Lula na Casa Branca na semana passada. Ricardo Stuckert/PR

No mundo errado, mas melhor

A percepção sobre a direção do país continua majoritariamente negativa, mas também apresentou melhora. A parcela dos entrevistados que dizem que o Brasil está na direção certa subiu de 34% para 38%. Já os que afirmam que o país está na direção errada caíram de 58% para 53%.

O noticiário também ficou menos desfavorável ao governo. Segundo a Quaest, 32% dos entrevistados dizem ter visto notícias mais positivas sobre Lula, ante 23% em abril. Já os que afirmam ter visto notícias mais negativas caíram de 48% para 43%.

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Encontro com Trump teve saldo positivo

Um dos elementos que ajudam a compor esse ambiente mais favorável é a repercussão do encontro de Lula com Donald Trump na Casa Branca. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados disseram ter sabido da reunião entre os dois presidentes.

Entre todos os ouvidos, 43% afirmam que Lula saiu politicamente mais forte do encontro, enquanto 26% dizem que ele saiu mais fraco. Outros 13% avaliam que saiu igual, e 18% não souberam ou não responderam.

A reunião também foi bem avaliada sob o ponto de vista do interesse nacional. Para 60%, o encontro de Lula com Trump foi bom para o Brasil. Outros 18% consideraram ruim, 10% disseram que não foi nem bom nem ruim, e 12% não souberam ou não responderam.

Eleitorado quer mais proximidade com so EUA

A pesquisa aponta ainda uma mudança importante na visão dos brasileiros sobre a relação com os Estados Unidos. Para 56%, o presidente do Brasil deve ser aliado dos EUA. Em março, esse índice era de 43%. No mesmo período, a preferência por uma postura independente caiu de 40% para 29%.

O dado é relevante porque mostra que a aproximação com Washington deixou de ser uma bandeira concentrada na direita. Mesmo entre grupos de perfil mais moderado, cresceu a defesa de uma relação mais próxima com os Estados Unidos.

Desenrola 2.0 também ajuda

Outro ativo para Lula é o Desenrola 2.0. A pesquisa mostra que 57% dos entrevistados já tinham ouvido falar do programa. Metade dos brasileiros, 50%, considera a iniciativa uma boa ideia porque ajuda pessoas endividadas a saírem do vermelho. Outros 22% dizem que o programa ajuda um pouco, mas não resolve o problema das dívidas. Para 23%, trata-se de uma má ideia porque estimula novo endividamento.

A Quaest também perguntou se quem aderir ao Desenrola deveria ser impedido de fazer apostas online por um período. A proposta tem apoio amplo: 79% se dizem a favor, contra 16% contrários.

Melhora não elimina fragilidades

Apesar da recuperação, Lula ainda não reverteu completamente o desgaste. A desaprovação continua numericamente maior que a aprovação, e a percepção sobre a economia segue negativa em temas centrais para o eleitor, como alimentos, emprego e poder de compra. Ainda assim, a rodada de maio mostra que o governo reduziu a distância entre avaliações positivas e negativas e ganhou fôlego político em relação ao mês anterior.

A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de confiança na pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-03598/2026, é de 95%.

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