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Custo de vida ainda segura reação de Lula, indica pesquisa Quaest

Mesmo com melhora política do presidente, maioria diz que alimentos subiram, que compra menos do que há um ano e que está mais difícil conseguir emprego.

Congresso em Foco

13/5/2026 | Atualizado às 10:00

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A melhora de Lula na pesquisa Genial/Quaest ainda esbarra no principal problema sentido pelo eleitor: o custo de vida. Embora o governo tenha avançado em aprovação, avaliação e intenção de voto, a percepção econômica segue negativa para a maioria dos brasileiros.

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados dizem que a economia do Brasil piorou nos últimos 12 meses. Outros 29% afirmam que ela ficou quase do mesmo jeito, e 22% avaliam que melhorou. O quadro é um pouco menos ruim do que em abril, quando 50% diziam que a economia havia piorado, mas a avaliação negativa continua predominante.

Veja a íntegra da pesquisa.

Sensação de perda de poder aquisitivo freia melhora na avaliação do governo, segundo pesquisa.

Sensação de perda de poder aquisitivo freia melhora na avaliação do governo, segundo pesquisa.Lalo de Almeida/Folhapress

Alimentos continuam pressionando

O preço dos alimentos segue como uma das maiores fontes de desgaste. Para 69% dos brasileiros, os alimentos nos mercados subiram no último mês. Outros 21% dizem que ficaram iguais, e apenas 8% afirmam que caíram.

O número é ligeiramente melhor que o de abril, quando 72% relatavam alta dos alimentos, mas ainda revela uma percepção de pressão forte sobre o orçamento doméstico. Esse dado ajuda a explicar por que a melhora política do presidente não se transforma, por enquanto, em uma recuperação mais ampla.

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Poder de compra segue menor

A sensação de perda de renda também permanece alta. De acordo com a Quaest, 69% dos entrevistados dizem que, com o dinheiro que recebem hoje, conseguem comprar menos do que compravam um ano atrás. Outros 19% afirmam que compram a mesma coisa, e apenas 11% dizem comprar mais.

Esse é um dos indicadores mais sensíveis para o governo porque traduz a economia em experiência cotidiana. Ainda que indicadores macroeconômicos possam mostrar melhora, a maioria dos eleitores afirma sentir perda concreta no poder de compra.

Emprego também preocupa

A percepção sobre emprego segue desfavorável. Para 51%, está mais difícil conseguir trabalho hoje do que há um ano. Outros 38% dizem que está mais fácil, e 5% afirmam que a situação ficou igual. Em abril, os que viam mais dificuldade eram 53%, o que indica pequena melhora, mas ainda insuficiente para inverter o sinal negativo.

Futuro é menos pessimista

O ponto de alívio para Lula aparece nas expectativas para os próximos 12 meses. A parcela dos entrevistados que acreditam que a economia vai melhorar é de 40%, mesmo percentual registrado em abril. Já os que esperam piora caíram de 32% para 27%. Os que acham que a economia ficará do mesmo jeito subiram de 23% para 28%.

Esse dado sugere que o eleitor ainda avalia mal a economia presente, mas está menos pessimista em relação ao futuro. Para o governo, o desafio é transformar essa expectativa em percepção concreta de melhora no mercado, no emprego e no orçamento familiar.

Economia limita avanço político

A pesquisa ajuda a explicar o paradoxo do momento: Lula melhora politicamente, cresce numericamente contra Flávio Bolsonaro e reduz a desaprovação, mas continua limitado por uma economia que o eleitor ainda sente como difícil. O presidente ganhou fôlego, mas a consolidação dessa recuperação depende, sobretudo, de queda perceptível no custo de vida e de melhora no poder de compra.

A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de confiança na pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-03598/2026, é de 95%.

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