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INVESTIGAÇÃO POLICIAL

"Não quero crer em fim eleitoreiro", diz Flávio sobre ação contra ONG

Senador reforçou que operação contra empresária ligada à produção de Dark Horse não envolvia recursos para o filme.

Congresso em Foco

1/6/2026 18:43

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Durante agenda de pré-campanha em Belo Horizonte (MG), o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) comentou sobre a operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo contra a empresária Karina Ferreira da Gama. Ela é sócia da GoUp Entertainment, produtora do filme Dark Horse, inspirado na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

Flávio expressou o receio de a investigação se tratar de um instrumento para atingir a obra cinematográfica. "Eu não quero crer que uma parte da polícia esteja sendo usada para fins eleitoreiros, e usar uma operação como essa, (...) por uma via transversa, uma chamada pescaria probatória, tentar encontrar alguma coisa que vá contra o filme do presidente Bolsonaro", declarou.

O congressista tornou a afirmar "com muita tranquilidade e segurança" que a operação "não tem nada a ver com esse filme", e que o cronograma de lançamento da obra cinematográfica, prevista para setembro, está preservado. "Inclusive foi um contrato feito muito antes até de começar a ter alguma ideia de filme", apontou.

Flávio Bolsonaro expressou temor de pesca probatória em ação da Polícia Civil.

Flávio Bolsonaro expressou temor de pesca probatória em ação da Polícia Civil. Saulo Cruz/Agência Senado

Operação Wi-fi Livre

A Operação Wi-Fi Livre SP investiga suspeitas de fraude em um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura e a ONG Instituto Conhecer Brasil, responsável por levar internet gratuita a comunidades.

A entidade é suspeita de irregularidades na contratação e execução do serviço, como pagamentos por serviços não realizados, superfaturamento e falhas na prestação de contas.

Segundo as investigações, o contrato previa 5 mil pontos de internet, mas apenas 3,2 mil foram entregues. Também há indícios de uso de notas fiscais canceladas e repasses antecipados sem a devida execução. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, mas não houve prisões.

O Instituto Conhecer Brasil tem em seu quadro societário a empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da GoUP Entertainment. As organizações também são alvo de investigação administrativa conduzida pelo STF, que apura indícios de repasses irregulares de emendas parlamentares às duas companhias.

A prefeitura de São Paulo nega fraudes contratuais. Em nota, a gestão do município "repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade".

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