Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Eleições 2026
Congresso em Foco
2/6/2026 | Atualizado às 15:46
O deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) afirmou, em entrevista ao Congresso em Foco durante o Fórum de Lisboa, que um dos principais desafios das eleições de 2026 será enfrentar a polarização política que, segundo ele, tem dividido a sociedade brasileira e dificultado a construção de consensos no Congresso Nacional.
Para o parlamentar, a radicalização do debate político extrapolou o ambiente eleitoral e passou a afetar relações familiares, de amizade e de trabalho. Ele avalia que esse cenário também tem impacto direto sobre a atividade legislativa.
"Hoje vivemos um país dividido. Isso chega ao Congresso Nacional, onde projetos importantes não conseguem avançar por essa divisão."
Domingos Neto também observou que uma parcela expressiva do eleitorado tem votado mais pela rejeição a determinados candidatos do que pela identificação com suas propostas. Segundo ele, os altos índices de rejeição dos principais nomes da disputa presidencial refletem esse fenômeno.
"Temos um percentual do eleitor altíssimo que não vota em quem ele quer que ganhe, vota para derrotar o que ele não quer que ganhe. Se será possível acabar com essa polarização, eu não sei, mas será um desafio da eleição de 2026 com certeza."
Reforma eleitoral
Durante a entrevista, o deputado também defendeu mudanças no sistema eleitoral brasileiro por meio da adoção do voto distrital misto. Na avaliação dele, o modelo ajudaria a aproximar eleitores e representantes e a fortalecer a legitimidade do Congresso.
Domingos Neto criticou o atual sistema proporcional de lista aberta, argumentando que o grande número de candidatos dificulta que os eleitores conheçam seus representantes e acompanhem seus mandatos. Segundo ele, pesquisas indicam que grande parte dos brasileiros não se lembra em quem votou para deputado.
Pela proposta defendida pelo parlamentar, os estados seriam divididos em distritos eleitorais e cada partido lançaria apenas um candidato por distrito. Com isso, os eleitores teriam menos candidatos para avaliar e poderiam acompanhar mais de perto a atuação dos eleitos.
"O deputado vai ser muito mais cobrado e essa é a intenção de ter, num voto distrital misto, a condição de que o eleitor possa ter sentimento de pertença com o seu representante."
Para Domingos Neto, uma das consequências da mudança seria a melhoria da qualidade da representação política.
"Um dos objetivos principais e que acredito será uma consequência da alteração de modelo é a qualificação do Congresso Nacional", concluiu.
Temas