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Congresso em Foco
8/6/2026 | Atualizado às 17:34
Durante discurso no 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, respondeu às críticas do pastor Silas Malafaia sobre a agenda de encontros promovidos por ela com mulheres evangélicas desde o segundo semestre de 2025.
"Ele teve a cara de pau de ir em uma rede social e falar que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher, para mim, é importante", disse Janja sobre o líder religioso. Ela também afirmou que não se refere a ele como pastor.
Veja a fala:
O episódio mencionado ocorreu após uma entrevista concedida por Malafaia em agosto do ano passado, depois de a primeira-dama organizar uma reunião com mulheres na Igreja Coletivação, em Ceilândia, no Distrito Federal. Na ocasião, o pastor alegou que as participantes não possuíam "nenhum pingo de expressão no mundo evangélico".
Segundo Janja, "não importa se eu fiz uma reunião com duas, com três, com duzentas, com mil. O que importa é que eu conversei, o que importa é que eu ouvi elas". Ela afirmou ainda que pretende continuar promovendo os encontros.
Natureza dos encontros
A primeira-dama também ressaltou que o objetivo inicial dos encontros com mulheres evangélicas era "entender quais eram os obstáculos que essas mulheres viam em nós do campo progressista". Com o tempo, segundo ela, ficou evidente que essas mulheres enfrentavam as mesmas dificuldades vivenciadas por eleitoras de seu próprio campo político.
"Eu queria ouvir delas, queria entender qual era a dificuldade de nos aproximarmos efetivamente. E eu percebi que não tem dificuldade, porque é isso mesmo. As dificuldades que as mulheres nos seus territórios sentem são as mesmas de uma mulher progressista e de uma mulher de direita. Não existe essa separação", relatou.
Janja acrescentou que, para muitas mulheres, a comunidade evangélica se torna a principal rede de acolhimento. "A igreja também é uma porta de entrada para mulheres vítimas de violência que vêm buscar socorro ali. Muitas vezes elas são acolhidas pelas irmãs e muitas vezes não são acolhidas pelos pastores, mas as irmãs do entorno acolhem essas mulheres, e isso é muito importante".
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