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ELEIÇÃO PRESIDECIAL

Lula vence Flávio por 47% a 40% no 2º turno, aponta pesquisa Indexa

Levantamento também traz Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 31% no primeiro turno. Candidatos alternativos seguem abaixo de dois dígitos e enfrentam dificuldade para romper lógica da eleição de 2022.

Congresso em Foco

23/6/2026 | Atualizado às 11:51

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A segunda rodada da pesquisa nacional da Indexa Pesquisas mostra que a disputa presidencial de 2026 segue concentrada entre os dois principais polos políticos do país. O presidente Lula (PT) lidera a corrida ao Planalto, com 42% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 31%.

Os demais nomes testados permanecem distantes. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada. Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) marcam 1%. Samara Martins (UP) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 0%. Votos brancos e nulos somam 8%, e 6% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O levantamento também mostra que Lula derrotaria Flávio em um eventual segundo turno, por 47% a 40%. Em relação à rodada anterior, em maio, o presidente avançou um ponto percentual, e o senador caiu um.

Na ponta, Lula oscilou um ponto para cima, dentro da margem de erro, em relação ao levantamento de maio do instituto.

Na ponta, Lula oscilou um ponto para cima, dentro da margem de erro, em relação ao levantamento de maio do instituto.Ricardo Stuckert/PR

Terceira via travada

Na comparação com a rodada anterior, realizada em maio, Lula oscilou de 39% para 42%, e Flávio Bolsonaro passou de 30% para 31%. Entre os candidatos alternativos, o desempenho continua baixo: Caiado recuou de 7% para 5%, Zema caiu de 5% para 3%, e Renan Santos subiu de 2% para 3%.

Os recortes regionais mostram que os nomes de fora da polarização ainda têm desempenho localizado. Zema alcança seu melhor resultado no Sudeste, com 5%. Caiado chega a 10% no Centro-Oeste. Já Renan Santos enfrenta o desafio do desconhecimento: 32% dos brasileiros dizem não conhecê-lo o suficiente para opinar. No Sul, o índice sobe para 41%.

Para o sociólogo e CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres, as alternativas de terceira via ainda não conseguiram romper a barreira da polarização nacional.

"Os dados mostram que as alternativas de terceira via ainda não conseguiram romper a barreira da polarização nacional, enfrentando desconhecimento e baixa tração fora de suas regiões de origem. Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro possuem eleitorados consolidados, os demais candidatos ainda precisam ampliar significativamente seu nível de conhecimento para se tornarem competitivos", afirma.

Eleitorado cristalizado

A pesquisa também indica alto grau de decisão do eleitorado. Segundo o levantamento, 67% dos entrevistados dizem que o voto já está definido. Outros 25% afirmam que ainda podem mudar de escolha, e 8% não souberam ou não opinaram.

Entre os eleitores de Lula, 81% dizem que a decisão já está tomada. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 74%. A fidelidade do voto de 2022 também se mantém elevada: 84% dos que dizem ter votado em Lula no segundo turno afirmam que votarão novamente no petista; entre os que votaram em Jair Bolsonaro, 69% declaram voto em Flávio.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47%, contra 40% do senador. Brancos e nulos somam 9%, e 4% não souberam ou não responderam. Contra Renan Santos, Lula venceria por 48% a 28%.

Trump entra no radar

Além da disputa presidencial, a Indexa mediu a percepção dos brasileiros sobre temas que podem influenciar a campanha, entre eles o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a pesquisa, 82% dos entrevistados afirmam saber das novas ameaças de Trump de tarifar novamente o Brasil. Outros 8% dizem não ter conhecimento do assunto, e 10% não opinaram.

O levantamento também investigou a quem os brasileiros atribuem responsabilidade pelo episódio. Segundo a Indexa, 20% culpam Trump pelo tarifaço, outros 20%, Lula. Para 15%, Flávio Bolsonaro é o principal responsável pela medida. Não souberam responder ou indicaram outros, 10%.

Entre os que responsabilizam Lula, aparecem justificativas como o fato de ele ser presidente, a avaliação de que não sabe negociar, conflitos com Trump ou com os Estados Unidos, má administração e corrupção.

Entre os que atribuem responsabilidade a Flávio Bolsonaro, os motivos citados incluem tentativa de prejudicar o governo brasileiro, salvar a família Bolsonaro, relação com Trump e com os Estados Unidos, partido político, corrupção e politicagem.

Já entre os que responsabilizam Trump, a justificativa mais frequente é a defesa dos interesses norte-americanos. Também aparecem menções a tentativa de desestabilizar países, ego, criação de conflitos e decisão final do presidente americano.

Pix e crime organizado

A pesquisa também abordou o PIX e o combate ao crime organizado. Segundo a Indexa, o sistema de pagamentos instantâneos está amplamente incorporado ao cotidiano dos brasileiros e desperta interesse sempre que surgem discussões sobre mudanças em sua utilização, fiscalização ou regulamentação.

No tema da segurança pública, o levantamento aponta amplo apoio a medidas de combate às facções criminosas. A pesquisa identifica convergência entre eleitores de diferentes campos políticos sobre a necessidade de fortalecer políticas públicas contra o crime organizado, embora haja diferenças sobre quais estratégias devem ser priorizadas.

Metodologia

A segunda rodada da pesquisa nacional da Indexa Pesquisas foi realizada entre os dias 18 e 20 de junho de 2026, por meio de entrevistas telefônicas com 2.000 eleitores distribuídos em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08944/2026.

O Instituto Opinião, que atua desde 2007 no segmento de pesquisas eleitorais, opinião pública e análise de cenários políticos, passou a se chamar Indexa Pesquisas. Segundo a empresa, o reposicionamento integra um processo de expansão e consolidação da marca, mantendo a mesma estrutura técnica, equipe e metodologia.

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