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GEOPOLÍTICA DO ESPORTE
Congresso em Foco
24/6/2026 | Atualizado às 17:29
A Copa do Mundo de 2026 é recordista em número de países disputando a taça: 48 seleções de todos os continentes participam do torneio, 16 a mais do que na edição de 2022. Nessa ampliação, o recorte político não acompanhou a realidade mundial. Se, na comunidade internacional, as ditaduras são maioria, quem ocupa mais espaço em campo são as democracias.
Levantamento realizado pelo Congresso em Foco demonstra que cerca de 60% dos países que participam da Copa adotam regimes democráticos. São 16 democracias plenas e 13 democracias incompletas ou falhas.
Na outra ponta, 35% estão fora do espectro democrático. Dez são regimes autoritários e sete são regimes híbridos, que adotam elementos próprios de democracias, mas não garantem ampla participação popular na política.
Outros dois participantes, Escócia e Curaçao, são territórios autônomos e estão sujeitos ao clima político de suas metrópoles, respectivamente Reino Unido e Países Baixos.
Os números levam em consideração o índice publicado anualmente pelo grupo de comunicação britânico The Economist, que atribui notas a todos os países do mundo com base no funcionamento das instituições e no acesso a direitos associados aos regimes democráticos.
Confira a distribuição mundial:
Predominância no Novo Mundo
Entre os países classificados para a Copa, o continente americano lidera a proporção de democracias. Das 12 seleções do Novo Mundo, duas pertencem a democracias plenas, Uruguai e Canadá. Outras sete são democracias falhas ou incompletas, incluindo Brasil e Estados Unidos. Apenas duas se enquadram como regimes híbridos: México e Equador.
Na África, Ásia e Europa, as democracias também predominam. Ao todo, há 14 democracias plenas, seis democracias incompletas, 10 países autoritários e cinco em regime híbrido.
As seleções ligadas a países autoritários estão concentradas principalmente no Oriente Médio, região de Egito, Jordânia, Irã, Arábia Saudita, Qatar e Iraque. As demais nações classificadas nessa categoria são Uzbequistão, na Ásia Central; Argélia, no norte da África; e República Democrática do Congo.
Os regimes híbridos do Velho Mundo incluem Bósnia e Herzegovina, na Europa; Turquia, entre Europa e Ásia; além de Marrocos, Tunísia e Costa do Marfim.
Veja a comparação por regimes:
Índice de Democracia
Todos os anos, o The Economist publica seu relatório global sobre democracia, com notas que variam de 1 a 10. Os valores são definidos com base em 60 indicadores distribuídos em cinco grupos: processo e pluralismo eleitoral, funcionamento das instituições governamentais, participação política da população, cultura política e respeito aos direitos civis.
Esses indicadores são analisados tanto a partir da avaliação de especialistas quanto de pesquisas de opinião pública.
Alguns critérios possuem peso maior em função de seu impacto sobre a soberania popular e podem influenciar significativamente a nota final. Entre eles estão a percepção sobre a segurança dos eleitores, a liberdade de participação no processo eleitoral e a capacidade do serviço público de implementar o que está previsto na legislação.
Para ser classificado como democracia plena, um país deve obter nota igual ou superior a 8. As democracias incompletas são aquelas que alcançam nota a partir de 6, com respeito ao processo eleitoral e aos direitos civis, mas falhas na implementação de alguns aspectos institucionais.
Países com nota a partir de 4 são classificados como regimes híbridos, caracterizados por eleições acompanhadas de fraudes, corrupção ou violência política. Abaixo desse patamar estão os regimes autoritários.
Veja a nota atribuída a cada país da Copa:
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