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Congresso em Foco
30/6/2026 | Atualizado às 15:29
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o petista se referir ao atacante Neymar como um "jogador home office". Em entrevista ao podcast "Irmãos Dias", o parlamentar afirmou que o presidente desvaloriza um dos principais nomes do esporte brasileiro e atribuiu as críticas ao posicionamento político do jogador.
Para Nikolas, o chefe do Executivo deveria tratar figuras de destaque do país com mais reconhecimento. "O presidente da República tem que tratar as estrelas do seu país, não somente em âmbito esportivo, mas intelectual, com valor. Afinal de contas, quem mais no mundo tem o Neymar? Só o Brasil", afirmou.
O deputado disse que o atacante permanece como o principal craque do futebol brasileiro e destacou sua trajetória na seleção. "Quem vai substituir o Neymar? O último craque que a gente tem", declarou. Ele também relembrou a recuperação física do jogador após sucessivas lesões e afirmou que, mesmo se encerrasse a carreira hoje, "já é a nossa grande estrela".
Na avaliação de Nikolas, as declarações de Lula passam uma mensagem de desvalorização das referências nacionais. "Olha o exemplo que o presidente da República dá para o resto do país: as nossas estrelas a gente trata assim, com desdém, com desvalorização", disse.
O parlamentar também associou as críticas recebidas por Neymar ao apoio político manifestado pelo jogador ao ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
Segundo Nikolas, o atacante passou a ser alvo de parte da esquerda por esse posicionamento. "Desde 2018, o Neymar se posicionou politicamente ao lado da direita, ao lado do Bolsonaro. Fez campanha para o Bolsonaro em 2022", afirmou.
Ao comparar o tratamento dado ao jogador no Brasil e no exterior, Nikolas citou homenagens recebidas por Neymar em outros países. "Você viu as imagens de Bangladesh? O pessoal todo de verde e amarelo comemorando. Fizeram uma estátua gigantesca do Neymar", disse.
As declarações foram uma resposta à fala de Lula, que chamou Neymar de "jogador home office" ao comentar a ausência do atacante em parte dos jogos da seleção brasileira nos últimos anos. A expressão foi interpretada por aliados de Bolsonaro como uma crítica ao histórico recente de lesões e afastamentos do camisa 10.
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