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As Patroas

TST sobre reality de Viih Tube: "humilhação não é entretenimento"

Reality foi removido das redes após repercussão negativa sobre provas com funcionários.

Congresso em Foco

2/7/2026 | Atualizado às 11:57

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) usou as redes sociais para reforçar que a exposição de trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral, em meio à repercussão do reality show "As patroas (e o patrão)", criado por Viih Tube e Eliezer com funcionários de sua residência.

No mesmo contexto, o Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um procedimento para verificar possíveis irregularidades trabalhistas nas dinâmicas exibidas pelo casal.

Segundo o órgão, a apuração foi motivada pelo conteúdo divulgado nas redes sociais da influenciadora e busca identificar "possíveis condutas trabalhistas que possam ser questionadas".

Corte usou as redes sociais para reforçar a proteção à dignidade nas relações de trabalho.

Corte usou as redes sociais para reforçar a proteção à dignidade nas relações de trabalho.Reprodução / Instagram

Como funcionava o reality

O programa reunia 11 funcionários da casa de Viih Tube e Eliezer em uma competição por prêmios em dinheiro e outros benefícios. Conforme as regras anunciadas, o vencedor receberia R$ 20 mil, além dos valores acumulados ao longo das provas, enquanto o segundo colocado ficaria com a quantia conquistada nas dinâmicas.

A premiação total poderia chegar a R$ 60 mil, além de brindes, como uma motocicleta.

Os episódios seriam publicados às terças-feiras e aos sábados.

Quatro capítulos chegaram a ser gravados, mas apenas o primeiro foi ao ar antes de ser retirado das plataformas digitais em meio à repercussão negativa.

Na apresentação do programa, Eliezer informou que os participantes deveriam comparecer às gravações mesmo nos dias em que normalmente não trabalhavam. Segundo ele, quem faltasse seria eliminado da competição.

A primeira dinâmica, chamada "Desafio do CLT", consistia em encontrar mil moedas de plástico espalhadas pela casa em um prazo de dez minutos.

As moedas valiam pontos e dinheiro, e o vencedor podia escolher uma recompensa entre uma sessão de massagem com a massagista do casal, um jantar em um restaurante de sua preferência ou o direito de entrar uma hora mais tarde no trabalho durante toda a semana.

Parte das moedas foi escondida em locais como um vaso sanitário e uma lixeira. Durante a prova, um dos participantes aparece colocando a mão nesses locais para recuperar as peças e afirma ter encontrado uma moeda em um lixo "cheio de bosta".

A cena rapidamente repercutiu nas redes sociais e tornou-se um dos principais alvos das críticas dirigidas ao reality.

Ao final da disputa, uma das babás venceu a prova ao conseguir coletar 247 moedas. Ela recebeu R$ 1 mil, dez pontos e o direito de escolher um dos benefícios oferecidos.

Funcionárias defendem casal

Após a repercussão do caso e a retirada do reality das redes sociais, funcionárias de Viih Tube e Eliezer usaram as redes para defender o casal. Em vídeos, afirmaram que a participação na competição foi voluntária, que as regras haviam sido combinadas previamente e que não houve qualquer tipo de obrigação.

Uma das funcionárias, Ediléia Santana, criticou a repercussão do caso e afirmou estar "indignada" com as críticas, dizendo que "o pobre não pode ter nada" e questionando a opinião de pessoas que, segundo ela, desconhecem a realidade do grupo.

O procedimento instaurado pelo Ministério Público do Trabalho tem caráter preliminar e busca reunir informações para verificar se as dinâmicas promovidas no reality violaram direitos trabalhistas ou configuraram assédio moral.

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Viih Tube Eliezer reality show MPT TST influenciadores digitais direitos trabalhistas assédio moral

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