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Brasil
Congresso em Foco
5/7/2026 11:00
Seja como Mister Ancelotti ou como Carlinho, o treinador da Seleção Brasileira tem conquistado a torcida e até parlamentares. Carlo Ancelotti, técnico do Brasil na Copa do Mundo de 2026, pode ser considerado cidadão honorário brasileiro pela Câmara dos Deputados.
A iniciativa foi apresentada pelo deputado federal Eduardo Bismarck (PV-CE), no formato do projeto de resolução 38/2026. Pelo texto, a homenagem deverá ser entregue em sessão solene, em data a ser marcada pela Mesa Diretora da Câmara.
Na justificativa, o parlamentar argumentou que a homenagem busca reconhecer a trajetória profissional de Ancelotti, seu prestígio internacional e os serviços prestados ao futebol brasileiro no comando da Seleção.
Da Champions à Copa do Mundo
Antes de assumir a Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti construiu carreira em grandes clubes da Europa e se tornou o técnico com mais títulos da história da UEFA Champions League.
O italiano possui as cinco conquistas do torneio como treinador, recorde absoluto na competição. Três desses títulos vieram com o Real Madrid, em 2014, 2022 e 2024, e dois com o Milan, em 2003 e 2007.
Ancelotti foi campeão das cinco principais ligas nacionais da Europa como técnico. Ele venceu a Serie A da Itália com o Milan, a Premier League com o Chelsea, a Ligue 1 com o Paris Saint-Germain, a Bundesliga com o Bayern de Munique e a La Liga com o Real Madrid.
Além dos títulos nacionais, Ancelotti possui uma coleção ampla de troféus internacionais e domésticos, incluindo Mundiais de Clubes, Supercopas da UEFA, Copa da Inglaterra, Community Shield, Supercopas nacionais e copas domésticas em diferentes países.
No comando de seleções, o Brasil é o primeiro de Ancelotti. O italiano foi oficialmente apresentado em 26 de maio de 2025, quando também anunciou sua primeira convocação à frente da equipe.
Cidadania honorária
Ao propor a concessão do título de cidadão honorário da República Federativa do Brasil, Eduardo Bismarck tenta associar a figura de Ancelotti a uma ideia de contribuição relevante ao país, ainda que em campo específico, o do futebol.
O título é simbólico. Essa homenagem não concede nacionalidade brasileira, nem altera direitos civis, eleitorais ou migratórios do homenageado. O texto será analisado pelo Plenário e, se aprovado, seguirá para a promulgação do presidente da Câmara.
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