Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Fogo amigo
Congresso em Foco
8/7/2026 8:48
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) publicou um vídeo nas redes sociais nessa quarta-feira (8) para rebater a repercussão de uma entrevista em que afirmou que o silêncio do ex-presidente Jair Bolsonaro após as eleições de 2022 foi "covarde".
O parlamentar disse que suas declarações foram retiradas de contexto e negou ter chamado Bolsonaro de "covarde", reafirmando sua lealdade ao ex-presidente.
A manifestação foi divulgada após críticas de aliados de Bolsonaro, entre eles o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que reagiram às falas do parlamentar durante participação no podcast Quintow.
"Eu nunca chamei o meu presidente de covarde, nunca faria isso. Muito pelo contrário. É um dos homens mais honrados que não merecia estar passando pelo que está passando."
Segundo o deputado, o vídeo que circulou nas redes sociais omitiu a sequência da entrevista, na qual ele elogia Bolsonaro, afirma que o considera "o melhor presidente da história do Brasil" e diz que o ex-presidente sofre perseguição política.
Crítica ao silêncio após a eleição
As declarações que deram origem à controvérsia foram feitas na última sexta-feira (3), durante participação de Zé Trovão no Quintow Podcast. Ao comentar o período pós-eleitoral de 2022, o deputado afirmou que Bolsonaro deveria ter reconhecido a derrota e orientado seus apoiadores a deixarem os acampamentos.
"Tinha que ter falado: 'Perdi as eleições. Seja de maneira democrática ou não, perdi as eleições. Vai para casa."
Na ocasião, o parlamentar também classificou como "covarde" o silêncio do então presidente após o resultado do pleito. Apesar da crítica, afirmou que Bolsonaro é alvo de perseguição política e vive "uma das maiores injustiças" do país.
Aliados saem em defesa de Bolsonaro
As declarações de Zé Trovão repercutiram entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um dos primeiros a comentar o episódio foi o influenciador Paulo Figueiredo, que criticou o deputado durante uma transmissão nas redes sociais.
Segundo ele, o deputado não deveria chamar Bolsonaro de "covarde" porque teria sido beneficiado por uma articulação do ex-presidente quando era alvo de um mandado de prisão.
"Se tem uma pessoa que não pode chamar o Bolsonaro de covarde ou qualquer coisa do tipo, é o Zé Trovão. Ele só está solto por causa do Bolsonaro. A gente tem que ter gratidão às pessoas."
O influenciador também alegou, sem apresentar provas, que a liberação de Zé Trovão teria feito parte de um acordo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Bolsonaro.
A publicação foi comentada por Eduardo Bolsonaro, que relembrou o período em que Zé Trovão permaneceu no México, em 2021, após ter um mandado de prisão expedido por Moraes. Eduardo criticou o colega de partido e afirmou que ele foi candidato pelo PL após "ter se livrado" do episódio.
O corte da entrevista também foi compartilhado pelo influenciador bolsonarista Kim Paim, que classificou Zé Trovão como "mais um da turma de Nikolas", em referência ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
A publicação motivou uma manifestação do vereador Jair Renan Bolsonaro, que saiu em defesa do pai.
"Acusar Jair Messias Bolsonaro de covardia no 8 de janeiro é o cúmulo da canalhice. Aproveitadores sabem que meu pai está impedido de se defender e tentam manipular a história."
Tags
Temas