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Combate ao crime

Projeto cria marco legal para monitorar pessoas expostas politicamente

Texto prevê auditorias periódicas, monitoramento baseado em análise de risco e notificação judicial para esclarecimento da origem de patrimônio incompatível com a renda declarada.

Congresso em Foco

14/7/2026 17:00

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Tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 626/2026, que institui o Marco Legal de Integridade e Fiscalização de Pessoas Expostas Politicamente (PEPs). A proposta tem como objetivo fortalecer a prevenção e o combate a crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito por meio de mecanismos de fiscalização baseados em análise de risco.

De autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), o projeto define como pessoas expostas politicamente os detentores de mandatos eletivos, ministros de Estado, integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais de contas, além de dirigentes partidários e sindicais de âmbito nacional.

Luiz Philippe propõe novas regras para fiscalização de PEPs.

Luiz Philippe propõe novas regras para fiscalização de PEPs.Magnific

Pela proposta, órgãos federais responsáveis pela fiscalização tributária, inteligência financeira e controle interno deverão adotar protocolos específicos para identificar situações de risco e realizar auditorias periódicas sobre essas pessoas.

O monitoramento também poderá alcançar familiares até o segundo grau e colaboradores próximos, permanecendo por até cinco anos após o término do exercício da função pública.

O texto estabelece ainda que a atuação de agentes públicos no cumprimento dessas atribuições não caracterizará violação de sigilo, desde que realizada nos limites legais.

Outro ponto do projeto permite que o Ministério Público solicite à Justiça a notificação de pessoas expostas politicamente para que esclareçam a origem de bens considerados incompatíveis com seus rendimentos declarados.

O procedimento tramitará em segredo de justiça e somente poderá ser adotado quando houver suspeita razoável de envolvimento em atividades ilícitas ou quando os bens não constarem das declarações patrimoniais oficiais. Nesses casos, caberá ao investigado comprovar a origem lícita dos recursos.

Garantias

A proposta também prevê garantias aos servidores públicos responsáveis pela fiscalização. Entre elas, está a presunção de legitimidade dos atos praticados no exercício da função e a vedação de punições administrativas sem comprovação de dolo específico ou desvio de finalidade.

Segundo o autor da proposta, o objetivo é consolidar regras que permitam a atuação rotineira e técnica dos órgãos de fiscalização e inteligência financeira em relação às pessoas expostas politicamente, fortalecendo os mecanismos de prevenção à corrupção e aumentando a segurança jurídica para os agentes públicos.

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Confira a íntegra do projeto.

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