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Quaest: 45% dizem que Michelle acertou ao expor conflito com Flávio

Divulgação dos vídeos é aprovada pela maior parcela do eleitorado, mas rejeitada na base bolsonarista.

Congresso em Foco

15/7/2026 | Atualizado às 9:46

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A maior parcela dos brasileiros considera que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acertou ao tornar público o desentendimento com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), 45% aprovam a divulgação dos vídeos nas redes sociais, enquanto 38% avaliam que ela errou. Outros 17% não souberam ou não responderam.

Michelle publicou vídeos nos quais afirmou ter sido humilhada por Flávio e criticou as articulações políticas do PL, especialmente as alianças discutidas pelo partido para as eleições. O senador posteriormente divulgou uma gravação em que pediu desculpas e afirmou não ter tido a intenção de ofendê-la.

O levantamento mostra que a exposição do conflito recebeu avaliações opostas dentro e fora do eleitorado bolsonarista. Entre os que se identificam diretamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro, 64% consideram que Michelle errou, e 20% dizem que ela acertou.

Michelle reúne 42% de apoio no embate com Flávio, que soma 18%, segundo a Quaest.

Michelle reúne 42% de apoio no embate com Flávio, que soma 18%, segundo a Quaest.Reprodução / Redes Sociais

Avaliação divide campos políticos

Na direita não bolsonarista, 54% reprovam a decisão de Michelle de divulgar os vídeos, ante 35% que aprovam a atitude.

A avaliação se inverte entre os eleitores de esquerda. Entre os lulistas, 62% consideram que a ex-primeira-dama acertou e 26% dizem que ela errou. Na esquerda não lulista, a aprovação chega a 74%, enquanto 16% desaprovam a exposição.

Entre os independentes, há empate técnico dentro da margem de erro: 39% afirmam que Michelle acertou e 36% avaliam que ela errou. Outros 25% não souberam responder.

Apesar da repercussão política, o episódio ainda não era conhecido pela maioria dos entrevistados. Segundo a Quaest, 49% já tinham visto ou ouvido falar dos vídeos de Michelle com críticas a Flávio e às alianças do partido. Outros 51% souberam do caso durante a entrevista.

A manifestação posterior de Flávio teve alcance menor. Apenas 33% conheciam o vídeo em que o senador pediu desculpas e negou ter tido a intenção de ofender Michelle. Os demais 67% não tinham conhecimento da gravação.

Declarações são consideradas verdadeiras por 58%

A pesquisa também perguntou como os entrevistados avaliavam as declarações feitas por Michelle sobre Flávio. Para 31%, as afirmações são totalmente verdadeiras. Outros 27% as classificam como parcialmente verdadeiras.

Somadas, as duas respostas chegam a 58%. Outros 16% consideram as declarações totalmente falsas, enquanto 26% não souberam ou não responderam.

A percepção varia entre os diferentes grupos políticos. Entre os bolsonaristas, 16% consideram as falas totalmente verdadeiras, 29% parcialmente verdadeiras e 27% totalmente falsas. Na direita não bolsonarista, a maior parcela, de 45%, avalia que as declarações são parcialmente verdadeiras.

Entre os lulistas, 49% dizem que as afirmações são totalmente verdadeiras. O percentual é de 45% entre os integrantes da esquerda não lulista.

Michelle tem mais apoio no desentendimento

Quando questionados sobre com quem concordavam mais no conflito, 42% dos entrevistados apontaram Michelle. Flávio foi escolhido por 18%. Outros 22% disseram não concordar com nenhum dos dois, 3% concordam em parte com ambos e 15% não responderam.

Flávio lidera apenas entre os eleitores que se declaram bolsonaristas. Nesse grupo, 53% concordam mais com o senador e 19% com Michelle.

Na direita não bolsonarista, Flávio registra 30%, e Michelle, 28%. A ex-primeira-dama lidera entre os independentes, com 38% contra 11%, e alcança 64% tanto entre lulistas quanto entre eleitores de esquerda não lulistas.

Eleitores associam vídeos à disputa presidencial

Para 34% dos entrevistados, a principal motivação de Michelle ao divulgar os vídeos foi o desejo de disputar a Presidência da República no lugar de Flávio.

Outros 25% acreditam que ela buscou se opor a alianças políticas das quais discorda. A avaliação de que Michelle pretendia responder aos ataques e desrespeitos que afirma ter sofrido foi citada por 16%.

Apesar do apoio obtido no conflito, 47% dos entrevistados consideram que uma participação direta de Michelle na campanha não aumentaria as chances de vitória de Flávio. Outros 38% acreditam que a presença dela fortaleceria a candidatura, e 15% não responderam.

A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

Confira a íntegra da pesquisa.

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