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Eleições 2026
Congresso em Foco
16/7/2026 11:27
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao jogador argentino Lionel Messi ao afirmar que as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo desfalcam a direita nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), durante entrevista ao programa The News Morning.
Segundo Nikolas, as medidas que afastam Bolsonaro da disputa eleitoral e limitam sua participação na campanha não prejudicam apenas o ex-presidente, mas também os eleitores que gostariam de votar nele e os candidatos que poderiam receber seu apoio.
"Não é que o Bolsonaro está sendo prejudicado, não. São milhões de pessoas que foram prejudicadas de não poder escolher, por exemplo, o Jair Bolsonaro."
O deputado citou ainda a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para Nikolas, o ex-presidente poderia viajar pelos estados para apoiar o filho e reforçar as candidaturas de aliados aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados.
Ele lembrou que recebeu o apoio de Bolsonaro em suas campanhas para vereador de Belo Horizonte e para deputado federal.
"Melhor jogador do time"
Para ilustrar o peso político de Bolsonaro, Nikolas comparou o ex-presidente à principal estrela da equipe de futebol argetino.
"Será que tirar o melhor jogador do time não desfalca o time? O que aconteceria se o Messi agora fosse retirado?"
Na sequência, o parlamentar também citou Lamine Yamal, jogador do Barcelona e da seleção espanhola, e afirmou que retirar um dos principais atletas comprometeria o desempenho de toda a equipe.
"Não desfalcaria o time? Então é isso que as pessoas precisam compreender", disse.
Nikolas encerrou o trecho com críticas à condução do processo eleitoral e das instituições. Segundo ele, tanto o processo eleitoral quanto a democracia estariam sendo conduzidos por um "falso guia".
Carta motivou suspensão das visitas
A declaração ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai. A medida foi determinada na segunda-feira (13), depois que o senador divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
No texto lido por Flávio durante uma transmissão ao vivo no sábado (11), Bolsonaro pediu que os aliados deixassem as diferenças internas de lado e se empenhassem na campanha do filho. O ex-presidente apresentou Flávio como seu "porta-voz" e como a opção do grupo para a disputa presidencial.
Além de suspender as visitas, Moraes enviou o episódio ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possível propaganda eleitoral antecipada. Para o ministro, o conteúdo da carta pode ser interpretado como um pedido indireto de apoio à pré-candidatura de Flávio, ainda que não haja solicitação explícita de voto.
O ministro também apontou possível descumprimento da proibição imposta ao ex-presidente de utilizar redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Na quarta-feira (15), a defesa de Bolsonaro informou ao STF que o ex-presidente "jamais soube" que a carta seria divulgada publicamente. Os advogados negaram qualquer orientação, acordo ou combinação prévia para que o texto fosse lido durante a transmissão ou publicado nas redes sociais.
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