Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Líder dos Metalúrgicos do ABC critica resistência ao fim da 6x1

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Trabalho

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC critica resistência ao fim da 6x1

Wellington Damasceno afirma que pautas trabalhistas só avançam no Congresso sob pressão popular e diz que o país reúne condições para reduzir a jornada sem cortar salários.

Congresso em Foco

24/7/2026 15:05

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, avalia que o Congresso Nacional não representa os interesses da classe trabalhadora e tem resistido ao avanço de pautas defendidas por sindicatos e movimentos sociais. Em entrevista ao Congresso em Foco, o dirigente afirmou que conquistas recentes, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o avanço da proposta que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6x1, só ocorreram por causa da mobilização da sociedade.

"O Congresso precisa ser, de fato, a voz e a representação do povo brasileiro, o que não é hoje. Não acredito que o Congresso reflita a sociedade. O Congresso tem sido muito agressivo às pautas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras."

Segundo Damasceno, a votação da proposta sobre a jornada de trabalho na Câmara é um exemplo de que a pressão popular pode alterar o cenário político, e o mesmo deverá ocorrer durante a análise da matéria pelo Senado. "Não tinha uma vontade política, mas a pressão popular foi fundamental. Vai precisar de pressão popular para o Senado e para outras pautas também", afirma o dirigente.

Redução da jornada

Embora o debate sobre o fim da escala 6x1 tenha ganhado força nos últimos meses, Damasceno afirma que a discussão sobre a redução da jornada acompanha o movimento sindical desde a década de 1980 e lembrou que a proposta de estabelecer uma jornada semanal de 40 horas chegou a ser debatida durante a Assembleia Nacional Constituinte, mas acabou prevalecendo o limite de 44 horas, mantido pela Constituição de 1988.

Na avaliação do dirigente, a experiência dos metalúrgicos do ABC demonstra que reduzir a jornada é economicamente viável. Ele ressalta que acordos coletivos firmados desde a década de 1990 estabeleceram jornadas de 40 horas em diversas empresas do setor, sem prejuízo à produção.

"Está comprovado que as empresas conseguiram se adaptar. Não quebraram. Pelo contrário, melhoraram a produtividade e diminuíram o número de afastamentos."

Para Damasceno, a discussão atual vai além da carga horária semanal e envolve a qualidade de vida dos trabalhadores. Segundo ele, duas folgas por semana significam mais tempo para a família, descanso, qualificação profissional e recuperação física.

O dirigente também afirma que o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade das últimas décadas criaram condições para que o Brasil reduza a jornada sem comprometer a competitividade da indústria. "O Brasil já tem amadurecimento tecnológico, produtivo e otimização de custos suficientes para pagar essa conta", afirma.

Apesar de parte dos metalúrgicos do ABC já trabalhar em jornadas inferiores às 44 horas semanais, ele ressalta que a maioria da categoria ainda está submetida ao limite constitucional. Por isso, afirma que o sindicato continuará defendendo a redução da jornada e o fim da escala 6x1.

"A gente acredita que este é o melhor momento político e de consciência da sociedade para avançar nesse debate. É possível reduzir a jornada e acabar com a escala 6x1 sem reduzir salários."
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Fim da escala 6x1 Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Wellington Damasceno Congresso Nacional

Temas

trabalho

LEIA MAIS

Movimento sindical

Novo líder dos Metalúrgicos do ABC defende sindicato de vanguarda

Direitos das mulheres

Lei sancionada libera spray de pimenta a mulheres maiores de 18 anos

EMENDAS PARLAMENTARES

Rede aciona STF e pede responsabilização de autores de emendas

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES