Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Projeto de Kim exige exposição de preços sem impostos nas etiquetas

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Economia

Projeto de Kim exige exposição de preços sem impostos nas etiquetas

Proposta obriga estabelecimentos a exibir preços sem tributos e transfere ao trabalhador a responsabilidade pelo recolhimento de FGTS, INSS e Imposto de Renda.

Congresso em Foco

24/7/2026 17:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O deputado federal Kim Kataguiri (MISSÃO-SP) apresentou, nesta quinta-feira (23), um projeto de lei que altera cinco leis federais para mudar a forma como tributos são cobrados tanto no comércio quanto na folha de pagamento dos trabalhadores brasileiros.

O projeto de lei 4.781/2026 modifica as Leis nº 12.741/2012 (Lei da Transparência Fiscal), 10.962/2004, 8.212/1991, 8.036/1990 (que rege o FGTS) e 7.713/1988 (Imposto de Renda).

Preços sem impostos nas gôndolas

Pelo texto, estabelecimentos comerciais, inclusive no comércio virtual, passariam a informar em faturas, tíquetes de caixa, gôndolas, expositores e demais meios de divulgação o valor do produto sem a inclusão dos tributos incidentes sobre a operação. O cálculo e a cobrança dos impostos ocorreriam no momento da finalização da compra, diretamente no caixa ou ponto de venda eletrônico.

Consumidor veria preço sem imposto nas lojas, prevê projeto.

Consumidor veria preço sem imposto nas lojas, prevê projeto.Magnific

O projeto permite que o estabelecimento indique, em tamanho reduzido e de forma secundária, uma estimativa do valor do imposto que será somado ao final. O descumprimento da regra seria tratado como prática abusiva, sujeita às sanções do Código de Defesa do Consumidor.

Trabalhador passaria a recolher parte dos próprios encargos

A proposta também reformula a lógica de recolhimento de contribuições previdenciárias, FGTS e Imposto de Renda sobre salários. Hoje, é o empregador quem retém e repassa esses valores ao Estado.

Pelo novo modelo, a empresa pagaria a remuneração bruta integralmente ao trabalhador, sem descontos; o empregador calcularia e transferiria ao trabalhador, em conta vinculada, os valores das contribuições previdenciárias, do FGTS e do Imposto de Renda devidos; caberia ao próprio trabalhador recolher esses valores aos cofres públicos, até o vigésimo dia do mês seguinte, por meio de um documento unificado de arrecadação.

O texto prevê que, comprovada a correta transferência dos valores, a empresa fica exonerada da responsabilidade pelo recolhimento, e que eventual atraso no pagamento passa a ser de responsabilidade do trabalhador, não mais do empregador.

Em relação ao FGTS, o projeto mantém a alíquota de 8% sobre a remuneração, mas transfere ao trabalhador a obrigação de depositar o valor em sua própria conta vinculada.

Regras específicas de indenização em caso de demissão sem justa causa (40% sobre os depósitos) e em casos de culpa recíproca ou força maior (20%) permanecem inalteradas, mas passam a ser pagas diretamente ao trabalhador, com livre disponibilidade, sem depósito na conta vinculada.

Sobre o Imposto de Renda, o projeto extingue a retenção na fonte pelo empregador: o cálculo seguiria a tabela progressiva vigente, mas o próprio trabalhador seria responsável por recolher o imposto mensalmente, também até o dia 20 do mês subsequente. A regra não se aplicaria a rendimentos remetidos a residentes no exterior.

Na justificativa, Kataguiri argumenta que, no modelo atual, os tributos ficam "embutidos" no preço final e nos salários, dificultando que consumidores e trabalhadores percebam o tamanho real da carga tributária que pagam.

O deputado afirma que a proposta não pretende eliminar tributos, contribuições ou direitos trabalhistas, mas torná-los "visíveis, compreensíveis e diretamente percebidos pelo cidadão", como forma de fortalecer a educação fiscal e o controle social sobre a arrecadação pública.

O projeto ainda será distribuído às comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para análise e votação. Não há, até o momento, prazo definido para sua apreciação.

Confira a íntegra do projeto.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

salario impostos sobre produtos produtos

Temas

Economia

LEIA MAIS

Sustentabilidade

Avança projeto que dá desconto em contas de água e luz a quem reciclar

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES