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ELEIÇÕES 2026
Congresso em Foco
3/8/2026 | Atualizado às 7:51
O PL oficializou neste domingo (2) as candidaturas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis às duas vagas do Distrito Federal no Senado. A convenção também confirmou o apoio do partido à reeleição da governadora Celina Leão (PP) e reuniu o candidato da legenda à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Michelle não compareceu ao evento, realizado no Parque da Cidade, em Brasília. Ela havia sido internada no sábado (1º) depois de enfrentar por mais de dez dias uma crise aguda de enxaqueca. Mesmo após receber alta, optou por não participar da convenção e enviou uma carta, lida no palco por um de seus irmãos.
Veja a íntegra da carta de Michelle.
Na mensagem, a ex-primeira-dama afirmou que seu corpo havia precisado "parar", mas que seu compromisso político continuava. "Esta não é apenas mais uma convenção. É o começo de uma caminhada para devolver esperança, segurança, liberdade e futuro ao nosso povo", escreveu.
Reaproximação com Flávio
A carta serviu também para indicar publicamente a adesão de Michelle à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, depois dos atritos entre os dois em torno das alianças estaduais e da condução política do bolsonarismo.
"O meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e nós vamos caminhar — juntos e a passos largos — para impedir que o mal seja audacioso e continue a castigar o nosso povo", declarou Michelle.
A ex-primeira-dama também incluiu o enteado na composição política que pretende apresentar aos eleitores do Distrito Federal. "Se Deus assim o permitir, a nossa chapa majoritária no DF — com Flávio, Celina, Bia e eu — será vencedora", afirmou.
Flávio retribuiu o aceno durante o discurso. Ao comentar a ausência da madrasta, desejou melhoras e relatou que uma de suas filhas já havia enfrentado um episódio semelhante. O gesto procurou reforçar a imagem de unidade da família Bolsonaro no início da campanha.
Irmão será suplente
Michelle apresentou a candidatura ao Senado como uma continuidade da atuação que desenvolveu durante o governo de Jair Bolsonaro, especialmente em pautas relacionadas a pessoas com deficiência, doenças raras, mães atípicas e famílias vulneráveis.
Na carta, ela confirmou Diego Torres, seu irmão, como primeiro suplente. Também agradeceu a Valdemar Costa Neto pelo espaço à frente do PL Mulher e pelo incentivo para que disputasse o mandato.
Bia Kicis, por sua vez, tentará trocar a Câmara pelo Senado. Com as duas candidaturas, o PL aposta em uma chapa fortemente identificada com o bolsonarismo e busca conquistar as duas vagas em disputa no Distrito Federal. Com a entrada de Bia na chapa, o senador Izalci Lucas (PL-DF) anunciou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados.
Números citados antes da campanha
Durante a convenção, Valdemar puxou um coro com os números de urna de Michelle e Bia. "Quero agradecer a vocês na urna, não se esqueçam: 222, 223", afirmou, antes de repetir "nós contra eles" ao lado dos apoiadores.
A menção direta à urna e aos números das candidatas ocorreu antes do início oficial da propaganda eleitoral, marcado para 16 de agosto, e pode abrir margem para questionamento na Justiça Eleitoral. Antes dessa data, pré-candidatos podem participar de convenções, divulgar propostas e receber manifestações de apoio, mas não podem fazer pedido explícito ou equivalente de voto.
No mesmo evento, Flávio voltou a defender a redução da maioridade penal para adolescentes envolvidos em crimes sexuais e prometeu uma anistia "ampla, geral e irrestrita" aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.
A convenção terminou, assim, com a confirmação de uma chapa bolsonarista ao Senado, a formalização da aliança com Celina Leão e uma demonstração pública de recomposição entre Michelle e Flávio na largada da disputa eleitoral.
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