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Segurança
Congresso em Foco
3/8/2026 13:05
Pré-candidato à Presidência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta segunda-feira (3) que a polícia dê "uma educadinha bem dada" em autores de violência doméstica. "A minha polícia entra pra proteger a família, entra pra proteger o cidadão. Bandido não vai ameaçar a polícia minha, não", declarou.
Caiado ainda sugeriu que, diante de resistência ou agressão contra agentes de segurança, a resposta deve ser direta. "Se ele achar que pode agredir também as forças policiais, ele vai tomar uma 'educadinha' bem dada para saber respeitar as autoridades", disse em entrevista ao canal MyNews.
O pré-candidato afirmou que, caso eleito, pretende encaminhar ao Congresso uma proposta para retirar bens de agressores de mulheres. Segundo Caiado, a medida busca evitar que o agressor utilize sua condição econômica para continuar exercendo controle e violência.
Ele detalhou ainda que, confirmada a agressão, os bens poderiam ser transferidos à vítima. Em situações mais graves, a proposta prevê que o patrimônio seja destinado aos filhos.
Outra medida defendida foi o aumento da pena do crime de feminicídio para 30 anos, além da exigência do cumprimento de 90% da sentença antes da progressão de regime.
Eleições
Caiado afirmou que seu principal objetivo na disputa eleitoral é derrotar o presidente Lula (PT), mas reconheceu que, para chegar ao segundo turno, precisa antes superar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O pré-candidato voltou a comparar a candidatura de Flávio a um "peru de Natal" preparado por Lula, ao sugerir que o presidente teria interesse em enfrentá-lo no segundo turno.
"Lula quer disputar com o Flávio porque sabe que ele vai passar o segundo turno se explicando das denúncias contra ele. Ele deseja levar o Flávio para o segundo turno e eu acredito que a sociedade brasileira vai se atentar para não realmente cair nesse golpe que está sendo montado pelo próprio PT."
Ao falar sobre o setor agropecuário, Caiado também criticou produtores que apoiam Flávio Bolsonaro. Segundo ele, esses apoiadores "não acordaram ainda".
O candidato se definiu como representante do "agro raiz" e classificou o senador como "sabor agro", em referência à disputa por apoio dentro do setor.
Anistia
Entre as propostas, Caiado defendeu a concessão de uma anistia "ampla, geral e irrestrita" aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, medida que, segundo ele, seria adotada já no primeiro dia de um eventual governo.
Questionado sobre a caracterização dos eventos como tentativa de golpe, Caiado não classificou o tema como "bobagem" que desvia a atenção dos problemas reais da população.
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