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CORRIDA AO CONGRESSO
Congresso em Foco
18/8/2026 | Atualizado às 9:51
As eleições de 2026 mobilizam diretamente 51 dos 81 integrantes do Senado. São 42 parlamentares que chegam ao fim do mandato e participam da disputa eleitoral e outros nove, eleitos em 2022 e com mandato até 2031, que concorrem aos governos de seus estados. Neste ano, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa. Cada estado e o Distrito Federal escolherão dois senadores para mandatos de oito anos.
Entre os parlamentares que concluem o mandato em fevereiro de 2027, 32 buscam a reeleição, dez concorrem a outros cargos ou integram chapas como suplentes e 12 não disputarão nenhum cargo eletivo. O levantamento foi fechado após o fim do prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral, em 15 de agosto.
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Ao menos 22 cadeiras terão novos titulares
Das 54 vagas em disputa, 22 não têm o atual senador concorrendo à reeleição. Isso significa que, mesmo que todos os 32 candidatos à recondução sejam vitoriosos, ao menos 22 cadeiras mudarão de titular.
Entre os que escolheram outro caminho estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema. Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia. Outros senadores concorrem a cargos proporcionais ou integram chapas ao Senado como suplentes.
Há ainda 12 parlamentares que encerrarão o mandato sem disputar as eleições. Desses, sete integram a base de apoio do presidente Lula.
Nove senadores tentam trocar o Senado por governos estaduais
A eleição também movimenta parlamentares que não precisariam enfrentar as urnas em 2026. Dos 27 senadores eleitos em 2022, com mandato até 2031, nove são candidatos a governador: Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM), Renan Filho (MDB-AL), Efraim Filho (PL-PB), Professora Dorinha (União-TO), Wilder Morais (PL-GO), Wellington Fagundes (PL-MT), Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR).
O PL concentra quatro dos nove candidatos: Efraim Filho, Wilder Morais, Wellington Fagundes e Sergio Moro. O Republicanos tem dois, enquanto PSD, MDB e União Brasil têm um cada. A situação desses nove é diferente da dos senadores em fim de mandato. Como foram eleitos em 2022, podem disputar outro cargo sem abrir mão da cadeira. Se forem derrotados nas eleições estaduais, permanecem no Senado até 2031. Se forem eleitos governadores, deixam a Casa e dão lugar aos respectivos suplentes.
Com isso, o resultado de outubro pode mexer em uma parcela ainda maior da composição da Casa. Além das 54 cadeiras que serão renovadas diretamente, outras nove poderão mudar de ocupante caso esses senadores sejam eleitos governadores. No limite, a eleição de 2026 pode afetar a ocupação de até 63 das 81 cadeiras do Senado, embora apenas 54 estejam formalmente em disputa.
A eleição para o Senado é considerada prioritária tanto pelo atual governo quanto pela oposição. A disputa pode mudar a correlação de forças em temas como indicações ao Supremo Tribunal Federal, CPIs, impeachment, PECs, anistia, segurança pública e pautas de costumes.
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