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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
20/8/2026 | Atualizado às 8:32
O Republicanos expulsou o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga, por infidelidade partidária após ele declarar apoio e pedir votos para a esposa, Sirlange Maganhato, candidata a deputada federal pelo União Brasil. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho de Ética Nacional da sigla, por cinco votos a zero, em 6 de agosto. Manga estava com a filiação suspensa desde 15 de julho, quando o processo disciplinar foi aberto.
O caso foi relatado pelo vereador de São Paulo André Santos (Republicanos), que recomendou a expulsão. No processo, Manga reafirmou que apoiaria a candidatura da esposa, o que foi considerado pelo relator uma violação às regras de fidelidade partidária.
A punição teve como base um vídeo publicado nas redes sociais no qual Manga aparece na sede do União Brasil em Sorocaba e manifesta apoio a Sirlange. Em sua defesa, o prefeito reconheceu o direito do Republicanos de analisar sua conduta, mas manteve o que chamou de apoio "total e irrestrito" à candidatura da mulher.
Conhecido como "prefeito tiktoker" pela forte atuação nas redes sociais, Manga reúne milhões de seguidores e usa vídeos curtos como uma de suas principais ferramentas de comunicação política. Ele tem cerca de 3,4 milhões de seguidores no TikTok e 4 milhões no Instagram. O estatuto do Republicanos prevê punições a filiados com mandato eletivo que manifestem apoio político a candidatos de outras legendas em desacordo com os interesses da sigla.
Investigação na saúde
Manga foi reeleito prefeito de Sorocaba em 2024 com 73% dos votos. Em novembro de 2025, foi afastado cautelarmente do cargo no âmbito da Operação Copia e Cola, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades em contratos da área da saúde do município.
Em março deste ano, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Manga a reassumir a prefeitura. A decisão foi depois confirmada pela Segunda Turma da Corte. O prefeito também foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A acusação decorre da Operação Copia e Cola. A defesa nega as acusações.
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