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SENADO
Congresso em Foco
3/9/2026 18:50
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou em suas redes sociais que apresentou uma representação no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não ter dado andamento aos pedidos de abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo o congressista, a petição foi encaminhada acompanhada de um pedido cautelar de afastamento de Alcolumbre da presidência da Casa. "Agora, o Senado terá que enfrentar a questão", declarou.
Viana havia antecipado na quarta-feira (2) a possibilidade de protocolar a denúncia. "Davi Alcolumbre tem até amanhã, 3 de setembro, às 12h para dar o encaminhamento institucional que essa situação exige. Se nada for feito, vou apresentar formalmente as medidas cabíveis para buscar seu afastamento da Presidência do Senado", publicou no dia.
O parlamentar do Podemos é um dos membros da oposição que assinaram os múltiplos pedidos de impeachment após ter sido tornado público o relatório da Polícia Federal que revela as conversas trocadas entre o magistrado e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Para ele, a recusa de Alcolumbre em instalar o processo é um gesto de subserviência ao Judiciário. "É hora de buscar de volta a chave do Senado. Davi não foi buscá-la. Essa chave não pertence ao STF, ao Governo ou a quem ocupa a Presidência. Pertence ao povo brasileiro. (...) É hora de pegar a chave de volta", disse.
Achados da PF
No relatório da PF citado nos pedidos de impeachment, tornado público na terça-feira (1º) por determinação do ministro-relator André Mendonça, Vorcaro demonstra preocupação com uma possível ação contra ele e menciona, em mensagem enviada a um número atribuído a Moraes, a necessidade de procurar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
As respostas atribuídas ao ministro foram enviadas em mensagens de visualização única, o que impossibilitou a recuperação de seu conteúdo.
A corporação também cita o contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci, no valor de R$ 3 milhões mensais pela assessoria jurídica, além de tratativas sobre eventos com Moraes em Londres. Segundo a PF, os metadados de um documento do contrato indicavam um usuário chamado "Ministro Alexandre de Moraes" como responsável pela última alteração.
Paulo Gonet, também é citado nas conversas. O histórico de mensagens revela que ele e Vorcaro chegaram a conversar por telefone e que o procurador teria solicitado ao banqueiro o custeio da passagem e da hospedagem de seu filho para um evento jurídico patrocinado pelo Master em Londres, posteriormente cancelado.
A PF ressalva, porém, que não realizou diligências investigativas contra magistrados ou integrantes do Ministério Público e não concluiu que Moraes tenha cometido crime, interferido em apurações ou atendido a pedidos de Vorcaro.
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