Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Damares obtém 41 assinaturas em pedido de impeachment contra Moraes

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

SENADO

Damares obtém 41 assinaturas em pedido de impeachment contra Moraes

Em petição, Damares Alves e outros 28 senadores acusam Moraes de advocacia administrativa em contatos com controlador do Banco Master.

Congresso em Foco

3/9/2026 14:27

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) obteve a assinatura de 41 parlamentares, sendo 29 senadores e 12 deputados, em seu pedido mais recente de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A congressista acusa o magistrado de crime de responsabilidade diante do conteúdo das conversas com o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, tornadas públicas em relatório da Polícia Federal.

A petição foi protocolada junto à Mesa Diretora do Senado na terça-feira (2), com 40 assinaturas. Nesta quarta-feira (3), recebeu a adesão do senador Marcos do Val (Avante-ES). Entre os signatários está um integrante da base do governo, o senador Flávio Arns (PSB-PR).

Em nota, Damares afirmou estar confiante na ampliação da lista. "Esperamos que mais colegas se juntem a nós dentro do próprio Senado. Esse pedido não é uma movimentação isolada nossa, é uma resposta clara e direta a uma demanda do povo e da opinião pública, que exige uma postura desta Casa."

Senadora afirma que processo de impeachment contra o ministro é

Senadora afirma que processo de impeachment contra o ministro é "constitucionalmente necessária"Saulo Cruz/Agência Senado

Leia Mais

Relatório da PF indica sequência de contatos entre Vorcaro e Moraes

Denúncia contra Moraes

No pedido, Damares Alves e os demais signatários acusam Alexandre de Moraes de advocacia administrativa. Eles ressaltam que os contatos com Daniel Vorcaro, nos quais o banqueiro teria feito pedidos recorrentes de intervenção junto a órgãos de investigação, ocorreram enquanto o Master mantinha contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro.

"Quando tal conduta é praticada por um Ministro do Supremo Tribunal Federal, a violação assume dimensão exponencialmente mais grave. (...) A atuação extrajudicial de um de seus membros em favor de interesses privados específicos, junto a órgão regulador técnico como o Banco Central, corrompe o núcleo de legitimidade da própria Corte", afirma a representação.

Segundo a senadora, "não há ingenuidade institucional que justifique ignorar o peso de uma interlocução realizada por um ministro do STF", tornando a abertura do processo "constitucionalmente necessária, sob pena de se esvaziar a própria lógica de responsabilidade que sustenta o Estado Democrático de Direito".

Confira a íntegra da petição.

Veja a lista de signatários:

Achados da PF

No relatório da PF, tornado público por determinação do ministro-relator André Mendonça, Vorcaro demonstra preocupação com uma possível ação contra ele e menciona, em mensagem enviada a um número atribuído a Moraes, a necessidade de procurar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

As respostas atribuídas ao ministro foram enviadas em mensagens de visualização única, o que impossibilitou a recuperação de seu conteúdo.

A corporação também cita o contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci, no valor de R$ 3 milhões mensais pela assessoria jurídica, além de tratativas sobre eventos com Moraes em Londres. Segundo a PF, os metadados de um documento do contrato indicavam um usuário chamado "Ministro Alexandre de Moraes" como responsável pela última alteração.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também é citado nas conversas. O histórico de mensagens revela que ele e Vorcaro chegaram a conversar por telefone e que o procurador teria solicitado ao banqueiro o custeio da passagem e da hospedagem de seu filho para um evento jurídico patrocinado pelo Master em Londres, posteriormente cancelado.

A PF ressalva, porém, que não realizou diligências investigativas contra magistrados ou integrantes do Ministério Público e não concluiu que Moraes tenha cometido crime, interferido em apurações ou atendido a pedidos de Vorcaro.

Em nota publicada na quarta-feira e reiterada durante sessão plenária do STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou, sem citar nomes, que o momento é de "especial gravidade" e defendeu a preservação da integridade do Supremo, da autoridade de suas decisões e da confiança da sociedade na instituição.

Fachin esclareceu que a presidência do Supremo ainda analisa os fatos e ressaltou que pretende agir sem precipitação. "Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias", assegurou.

Leia Mais

Fachin vê "sérios elementos" no caso Vorcaro-Moraes e anuncia medidas

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Damares Alves Alexandre de Moraes Senado impeachment STF

Temas

Judiciário Congresso

LEIA MAIS

Benefícios

Comissão aprova ampliação de programa para reduzir fila do INSS

Judiciário

TSE mantém pena de vereador que pôs cotovelo entre pernas de colega

INSTITUTO ITER

André Mendonça cede cotas e anuncia saída de instituto educacional

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES