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INSTITUTO ITER
Congresso em Foco
3/9/2026 | Atualizado às 10:20
O ministro André Mendonça, do STF, decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, entidade fundada por ele em 2024 para oferecer cursos jurídicos e de aperfeiçoamento profissional. O magistrado cederá, sem contrapartida financeira, todas as cotas dele e da esposa e permanecerá ligado à instituição apenas como professor.
A decisão foi tomada na quarta-feira (2), em conversa com o presidente do Iter, Victor Godoy, e divulgada nesta quinta-feira (3). Segundo a assessoria de Mendonça, o ministro nunca obteve lucro com o instituto.
Iter passou a ser alvo de questionamentos após reportagens sobre contratos com órgãos públicos. O ministro já havia anunciado que os resultados correspondentes à participação de sua família seriam destinados a fins religiosos, sociais e educacionais.
Veja a íntegra da nota de André Mendonça:
"O ministro André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, cedendo a totalidade de suas cotas e de sua esposa, sem qualquer contrapartida financeira.
As cotas, e eventuais valores a elas correspondentes, permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais, conforme o ministro já havia decidido e anunciado no início deste ano.
Criado em 2024, o Instituto Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social. O ministro jamais auferiu lucro do instituto.
A decisão foi tomada em 2 de setembro de 2026, quando o ministro, em conversa com o presidente do Instituto, Victor Godoy, orientou que se tomassem as providências necessárias nos termos aqui descritos.
Nessas condições, o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor."
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