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Relações exteriores
Congresso em Foco
18/9/2026 13:27
Lula rejeitou nesta sexta-feira (18) a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas nos moldes defendidos pelo governo de Donald Trump e afirmou que há uma diferença entre o terrorismo praticado para disputar o poder político e o terror imposto pelo narcotráfico à população.
Em declaração durante evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro, o presidente disse que considera os criminosos "terroristas" para moradores de comunidades submetidas ao domínio de facções, mas não concorda com o enquadramento jurídico e político adotado pelos Estados Unidos.
Lula também voltou a associar a tentativa de golpe de 8 de janeiro ao que chamou de "terrorismo de Estado", que seria o conceito criticado pelo presidente norte-americano. "Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, ele fala da luta bandida, pela briga pelo poder", declarou.
O presidente então relacionou esse conceito à tentativa de ruptura institucional ocorrida após as eleições de 2022. "Quem era isso? Era o Bolsonaro tentando dar o golpe do dia 8 de janeiro, isso é terrorismo", disse.
Ao relembrar trama golpista, Lula mencionou também planos investigados contra autoridades. "Pensando em matar Lula, Alckmin e matar até o Alexandre Moraes, esse era o plano, isso é terrorismo de Estado", afirmou.
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