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Eleições
Congresso em Foco
24/9/2026 16:14
O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (24), durante ato de campanha em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que impedir uma maioria de direita no Senado é fundamental para a governabilidade de um eventual novo mandato.
Ao pedir votos para Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), candidatos ao Senado apoiados por sua chapa no Estado, Lula afirmou que um governador de oposição causa menos dificuldades a um presidente do que senadores adversários. "A gente não pode permitir que a direita faça maioria no Senado, senão eles vão transformar esse país no inferno", declarou.
A declaração ocorreu durante uma caminhada de campanha em São Gonçalo que também contou com a participação do candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD), além de Benedita e Pedro Paulo.
"Depois você vai votar para senador e eu queria contar uma coisa para vocês: um governador de Estado, sendo minha oposição, não causa problema nenhum para o presidente da República."
Na sequência, o presidente estabeleceu uma diferença entre o peso político de governadores e senadores para a administração federal. "Agora o senador não. O senador, se ele for do mal, ele pode atrapalhar a gente a governar esse país. É importante você ter em conta, o voto no Senado para quem é eleito presidente é muito importante", afirmou.
Lula pediu que seus apoiadores votem nos dois candidatos da chapa, mesmo diante de resistências de uma parcela da militância petista. "Quem votar na Benedita, o segundo voto é em Pedro Paulo. Quem votar em Pedro Paulo, o segundo voto é na Benedita. Não tem essa de eu gostar ou não gostar, vocês tem que gostar do Brasil", declarou.
Para defender a concentração dos votos, Lula relembrou a eleição para o Senado no Rio Grande do Norte em 2022. Segundo o presidente, a divisão entre candidatos do campo progressista teria facilitado a vitória de Rogério Marinho (PL).
"No Rio Grande do Norte, a gente tinha um candidato a senador apoiado pela nossa governadora e um companheiro do PSB, rebelde, não aceitou a aliança e resolveu ser candidato a senador. Sabe qual foi o resultado? Se elegeu o Rogério Marinho com menos de 25% dos votos."
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