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ELEIÇÕES 2026
Congresso em Foco
4/10/2026 7:00
Mais de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo (4) para escolher quem comandará o país e os Estados e renovar o Congresso Nacional, as assembleias legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Estarão em disputa a Presidência da República, os governos dos 26 Estados e do Distrito Federal e 1.626 cadeiras nos Legislativos. Na urna, cada eleitor fará seis escolhas — uma a mais que em 2022, porque desta vez serão eleitos dois senadores por Estado e pelo Distrito Federal. Ao todo, serão preenchidas 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, 54 no Senado, 1.035 nas assembleias legislativas e 24 na Câmara Legislativa do DF.
Mulheres são maioria e eleitorado envelhece
As mulheres são maioria entre os 158.765.543 eleitores: são 83,8 milhões, ou 52,8% do total. O eleitorado também está mais velho. Cerca de 37,5 milhões de pessoas têm 60 anos ou mais, quase um quarto dos aptos a votar. A faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com quase 16 milhões.
O eleitorado brasileiro cresceu 1,4% desde a última eleição geral, passando de 156,4 milhões em 2022 para 158,7 milhões neste ano. Dentro desse avanço relativamente pequeno, alguns grupos tiveram expansão bem maior. O número de eleitores que declararam algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida chegou a 1,97 milhão, alta de 42% em quatro anos.
O voto é facultativo para quem tem 16 ou 17 anos, mais de 70 ou é analfabeto. Dos 18 aos 70 anos, é obrigatório.
Mais da metade dos eleitores está em cinco Estados
São Paulo concentra 34,1 milhões de eleitores, mais de um em cada cinco do país. Somados a Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 52,45% do eleitorado brasileiro.
A eleição ultrapassa as fronteiras do país. 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior, 31,8% a mais que em 2022. Distribuídos por 186 cidades, eles participam apenas da eleição para presidente e vice-presidente.
Quem está pedindo o voto
Entre os candidatos, o retrato é diferente. Em levantamento do TSE que considerou 20.560 candidaturas para o cálculo da distribuição de recursos partidários e eleitorais, 65,15% eram de homens e 34,85%, de mulheres.
A diferença entre quem vota e quem disputa aparece especialmente no recorte de gênero: as mulheres são 52,8% do eleitorado, mas representam 34,85% das candidaturas consideradas pelo TSE nesse levantamento.
Pessoas negras — classificação que reúne pretos e pardos — representavam 49,64% das candidaturas consideradas pelo tribunal. Indígenas eram 0,93%.
Seis escolhas na urna
A votação começa por deputado federal, com quatro dígitos, e segue para deputado estadual ou distrital, com cinco. Depois vêm os dois votos para senador, com três dígitos cada. Governador e presidente, ambos com dois dígitos, encerram a votação.
A ordem será: deputado federal deputado estadual ou distrital senador senador governador presidente. Uma novidade neste ano é a barra de progresso na tela da urna, que indicará quais escolhas já foram feitas e quantas ainda faltam.
Uma eleição, duas formas de transformar votos em mandatos
Os seis votos não são transformados em mandatos da mesma maneira. Presidente, governador e senador são escolhidos pelo sistema majoritário; deputados federais, estaduais e distritais, pelo proporcional.
Presidente e governadores precisam obter mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno. Caso isso não ocorra, os dois mais votados disputam o segundo turno em 25 de outubro.
Para o Senado, não há segundo turno. Neste ano, as duas vagas de cada estado e do Distrito Federal ficarão com os dois candidatos mais votados. Já na eleição para deputados, a distribuição das cadeiras considera a votação dos candidatos e também o desempenho dos partidos e federações.
O que levar e o que não pode entrar na cabine
As urnas ficam abertas das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h poderá votar. É preciso apresentar documento oficial com foto. O e-Título pode ser usado sozinho quando tiver fotografia.
O celular não pode ser levado para a cabine de votação. O aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora antes de o eleitor se dirigir à urna. Já a "colinha" em papel, com os números dos candidatos, é permitida e pode facilitar as seis escolhas.
A dimensão da operação também aparece nos números. Segundo os dados operacionais do TSE, a Justiça Eleitoral dispõe de 563.910 urnas eletrônicas, incluindo a reserva técnica, distribuídas para atender 516.785 seções eleitorais. Ao todo, 1.922.579 mesários se cadastraram como voluntários ou foram convocados para trabalhar no pleito.
Ao fim do domingo, as escolhas de 158,7 milhões de eleitores terão definido o próximo presidente, 27 governadores e a composição do Congresso Nacional e dos Legislativos estaduais e distrital que assumirá em 2027.
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