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Congresso em Foco
5/10/2026 14:23
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, informou nesta segunda-feira (5) que o partido pretende eleger o senador Rogério Marinho (PL-RN) presidente do Senado em 2027 e descartou apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP). Marinho coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
"O Rogério [Marinho] é o que reúne as melhores condições para ser presidente do Senado, é muito preparado. E o Senado vai trabalhar para isso", disse Valdemar em entrevista ao SBT News. Sobre a permanência de Alcolumbre no cargo, declarou que o apoio está "totalmente descartado".
O PL tem atualmente a maior bancada do Senado, com 15 integrantes. A partir de 2027, o partido terá 28 das 81 cadeiras da Casa, mais de um terço do total. Valdemar também aposta no apoio de partidos ideologicamente mais próximos para formar maioria em torno de Marinho. "Nós temos os outros partidos que elegeram [aliados]. Por exemplo, o [Guilherme] Derrite é do PP. Nós vamos ter o PP do nosso lado, vamos ter a União Brasil, vamos ter o Republicanos. Nós fazemos maioria lá", afirmou.
As quatro siglas terão juntas 44 senadores em 2027, sem contar Alcolumbre, número suficiente para superar a metade das cadeiras do Senado.
Valdemar, no entanto, condicionou a eleição de Marinho ao comando da Casa a uma vitória de Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto. "Precisamos fazer o presidente da República para fazer o presidente do Senado, porque há uma influência muito grande do Executivo no Senado", ponderou.
Segunda tentativa
Esta será a segunda tentativa de Rogério Marinho de chegar à presidência do Senado. Em 2023, ele disputou o cargo contra Rodrigo Pacheco, então filiado ao PSD, que buscava a recondução.
Pacheco contou com o apoio do governo e do grupo político de Alcolumbre e venceu a eleição por 49 votos a 32.
O presidente do Senado define as matérias que serão submetidas ao Plenário e conduz os trabalhos da Casa. Também cabe a ele estabelecer ritos de tramitação, distribuir as presidências das comissões entre os partidos e fazer a leitura de pedidos de impeachment contra ministros do STF.