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Eleições

TSE anula votos de Garotinho e Ruas deve ser eleito em 1º turno no RJ

Apesar da unanimidade, dois ministros divergiram quanto à reconsideração dos votos que dá a vitória a Douglas Ruas.

Congresso em Foco

8/10/2026 14:00

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O TSE deve analisar nesta quinta-feira (8) dois processos capazes de modificar os resultados das eleições de 2026. No Rio de Janeiro, a Corte determinou por unanimidade a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), o que garante a vitória numérica de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno da disputa pelo governo estadual.

Ao iniciar a sessão, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, destacou que hoje é a data-limite para definir quais Estados realizarão segundo turno. Isso significa que a desistência de Garotinho deve ser analisado nesta sessão, sem possibilidade de pedidos de vista.

Julgamento decide futuro do governo do Rio de Janeiro.

Julgamento decide futuro do governo do Rio de Janeiro.Leonardo Prado/Câmara dos Deputados

Relator, Floriano de Azevedo Marques defendeu desconsiderar votos de Garotinho. Em seu voto, o ministro destacou que os dois cenários possíveis, seja acolher a desistência ou analisar o caso, terminaria no mesmo resultado: a inelegibilidade. Apesar do entendimento, Floriano optou por rejeitar a desistência.

Segunda a votar, Estela Aranha iniciou sua manifestação reiterando que a decisão deve ser tomada sem levar em conta as consequências que terá nas eleições estaduais, tendo em vista apenas a aplicação da Lei da Ficha Limpa. A ministra votou para anular os votos e excluir a necessidade de realização do segundo turno.

André Mendonça, terceiro a se manifestar, também acompanhou Floriano na íntegra.

Dias Toffoli foi o quarto a votar e levou a Corte à maioria necessária para a decisão.

Já Ricardo Villas Bôas Cueva divergiu parcialmente e, apesar de apoiar a inelegibilidade, votou por manter votos como válidos. O ministro defendeu a realização do segundo turno.

Sebastião Reis Júnior acompanhou o posicionamento.

Nunes Marques acompanhou o relator na íntegra.

Rio de Janeiro

A disputa pelo governo do Rio de Janeiro terminou o primeiro turno com Douglas Ruas na liderança, com 49,27% dos votos válidos, seguido por Eduardo Paes, que recebeu 42,76%. Garotinho ficou em terceiro lugar, com 274.411 votos, equivalentes a 3,17%.

A permanência desses votos no cálculo é decisiva. Caso sejam excluídos, Ruas ultrapassará a maioria absoluta exigida para vencer no primeiro turno, chegando a aproximadamente 50,9% dos votos válidos.

A controvérsia começou antes da eleição. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ) rejeitou por unanimidade o registro de candidatura de Garotinho em razão de uma condenação por improbidade administrativa. Segundo a Corte, a decisão judicial provocou a suspensão de seus direitos políticos e configurou uma hipótese de inelegibilidade.

O ex-governador recorreu ao TSE e conseguiu continuar na disputa enquanto aguardava uma decisão definitiva. Na sexta-feira (2), dois dias antes da eleição, o ministro Floriano de Azevedo Marques revogou a medida provisória que permitia a continuidade da candidatura.

Apesar disso, durante a apuração, os votos foram considerados provisoriamente no cálculo dos válidos, mantendo a previsão de segundo turno entre Ruas e Paes. Depois de conhecer o resultado das urnas, Garotinho desistiu do recurso apresentado contra o indeferimento de sua candidatura.

A decisão abriu uma nova disputa jurídica. Se o TSE aceitar a desistência e tornar definitivo o indeferimento do registro, os votos atribuídos ao ex-governador poderão ser retirados do total de votos válidos.

Processo: 0602359-26.2026.6.19.0000

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Anthony garotinho Deltan Dallagnol TSE eleições 2026

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