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Congresso em Foco
9/10/2026 | Atualizado às 9:42
O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou que a federação formada por União Brasil e PP está politicamente mais próxima de Flávio Bolsonaro (PL) do que do presidente Lula (PT). Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, Rueda atribuiu o posicionamento ao resultado das urnas e à decisão da maioria dos dirigentes das duas legendas.
Em entrevista ao Congresso em Foco, o dirigente explicou que a posição foi definida após uma reunião conjunta das executivas, convocada por ele e pelo presidente do PP, Ciro Nogueira. "A gente escutou o partido e essa decisão foi uma decisão democrática", afirmou.
"A Federação é um organismo vivo, do mesmo jeito que a União é um organismo vivo, que o PP é um organismo vivo. O recado que a população deu vai ecoar nos partidos", declarou. Segundo Rueda, "existe uma aproximação muito maior do grupo do Flávio Bolsonaro do que do grupo do Lula".
Ao analisar a composição do próximo Congresso, o presidente do União Brasil avaliou que o crescimento eleitoral da direita representa um sinal de insatisfação do eleitorado. Para ele, caberá aos partidos de centro atuar como força moderadora. "O país precisa, nesse momento, de temperança, o país precisa de um momento de calmaria, de previsibilidade", afirmou.
Rueda classificou esse campo político como "centro do bem", expressão que utilizou para defender a atuação da federação na próxima legislatura.
"É o centro do bem, que vai tentar puxar os excessos para trazer para dentro a normalidade", declarou.
Deputado eleito
Eleito com mais de 155 mil votos, Rueda também confirmou que pretende acumular o mandato de deputado federal com a presidência do União Brasil, cargo para o qual foi eleito até 2028.
"Eu sentia muita falta de não ter o mandato", disse. Na avaliação do dirigente, a presença na Câmara facilitará o diálogo com a bancada e fortalecerá sua atuação partidária.
Sobre as prioridades do primeiro mandato, Rueda defendeu a redução da burocracia, a estabilidade econômica e a preparação do país para transformações tecnológicas.
"Eu quero contribuir nesse tom. Um país mais livre, com oportunidades e preparado para esse novo mundo que está se avizinhando", concluiu.
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