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Congresso em Foco
11/10/2026 | Atualizado às 17:52
A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, que determinou o restabelecimento do canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Em nota divulgada após a decisão deste domingo (11), a candidatura acusou a Justiça Eleitoral de adotar medidas que, em sua avaliação, favorecem o presidente Lula (PT), defendeu a suspensão anteriormente determinada pelo ministro Nunes Marques, presidente do TSE, e contestou o entendimento de Cueva sobre a sobreposição de pedidos apresentados em processos diferentes.
"É estarrecedora a adoção de decisões que revelam complacência com a descarada disseminação de fake News a favor de Lula", afirma a campanha no início do comunicado.
A manifestação ocorre depois que Cueva determinou a reativação provisória do canal, incluindo a possibilidade de novas publicações e ingresso de seguidores. O corregedor considerou insuficientes os elementos probatórios regularmente apresentados para justificar uma suspensão integral da estrutura e submeteu a controvérsia ao plenário do TSE, solicitando apreciação urgente.
A campanha de Flávio discorda dessa avaliação. Na nota, sustenta que o canal teria sido utilizado não apenas para divulgar informações falsas, mas também para orientar seguidores a evitar mecanismos de fiscalização da Justiça Eleitoral e da plataforma.
"O canal de fake News que havia sido derrubado pela Presidência do TSE não apenas disseminava conteúdo falso abertamente, como também orientava milhões de seguidores a se comportarem de forma a fugir dos controles da Justiça Eleitoral e da própria plataforma. É acintoso."
Além de classificar como estarrecedora a decisão de restabelecimento do canal, a campanha afirma que o episódio representa um tratamento favorável à candidatura adversária. "O contexto é de claro atropelo. Mais uma vez a favor da fake News. Sempre a favor de Lula", afirma a nota.
Veja a íntegra:
"É estarrecedora a adoção de decisões que revelam complacência com a descarada disseminação de fake News a favor de Lula. O canal de fake News que havia sido derrubado pela Presidência do TSE não apenas disseminava conteúdo falso abertamente, como também orientava milhões de seguidores a se comportarem de forma a fugir dos controles da Justiça Eleitoral e da própria Plataforma. É acintoso.
As diversas ações na Justiça Eleitoral possuem conteúdos distintos e efeitos diversos.
Jamais se colocou ao Corregedor, na imensa Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida por sistemática disseminação de fake News em favor de Lula, o descumprimento flagrante do Plano de Conformidade que foi firmado entre o Grupo Meta e a Justiça Eleitoral.
Não há uma linha sequer na AIJE sobre isso, pelo simples motivo de que a competência para essa fiscalização é do Presidente e não do Corregedor. Ao Corregedor, compete analisar a prática de abuso de poder. Ao Presidente, controlar o Plano de Conformidade firmado com as Plataformas, que jamais deveriam permitir a instrumentalização de seus canais para fins ilícitos.
O único objetivo da campanha é o cumprimento da lei e o combate às fake News. Que esse seja o objetivo de todos.
O contexto é de claro atropelo. Mais uma vez a favor da fake News. Sempre a favor de Lula."
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