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Congresso em Foco
13/10/2026 12:27
O atacante Richarlison voltou a cobrar publicamente o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre a disputa por uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Desta vez, a manifestação ocorreu nos comentários de um vídeo publicado pela ex-BBB e influenciadora Juliette no Instagram.
Após Flávio criticar o que acusou de ser uso eleitoral da imagem de Nossa Senhora Aparecida, o jogador respondeu diretamente ao político com uma pergunta: "@flaviobolsonaro e a minha ilha? ".
A interação trouxe novamente às redes sociais uma disputa judicial envolvendo uma empresa ligada ao atacante e o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. O processo teve desfecho favorável à empresa vinculada ao advogado, mas Richarlison afirma que não recuperou os valores investidos no imóvel.
Na publicação de Juliette, Flávio comentou uma controvérsia relacionada ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro. Em setembro, passou a circular nas redes sociais a informação de que setores evangélicos ligados ao candidato estariam articulando a retirada do título de Padroeira do Brasil.
Flávio nega e até participou de celebração na Catedral em Brasília. A proposta, no entanto, é real e tramitou no Congresso como projeto de lei 2.623/2007, apresentado por Professor Victório Galli. O então deputado federal viria a ser assessor especial da presidência da República no governo de Jair Bolsonaro.
Mansão
A controvérsia começou após uma empresa ligada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco negociar a aquisição de uma propriedade de alto padrão na Ilha Comprida, em 2020.
A mansão possui 11 suítes, piscina, quadra de tênis, heliponto, praia privativa e cachoeira. O imóvel passou a ser associado a uma disputa envolvendo aproximadamente R$ 10 milhões, valor que Richarlison afirma ter investido no negócio.
A Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., ligada ao jogador e a seu então empresário, sustentava ter adquirido regularmente o imóvel. Posteriormente, a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., vinculada ao advogado Willer Tomaz, reivindicou direitos possessórios sobre a propriedade com base em contratos anteriores.
A controvérsia chegou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2025, o STJ manteve o entendimento favorável à empresa ligada a Tomaz. O tribunal não reexaminou o conjunto de provas e as cláusulas contratuais porque essas providências são limitadas no âmbito do recurso especial.
Flávio Bolsonaro entrou na história porque visitou a mansão antes da conclusão das negociações e, posteriormente, retornou ao local acompanhado de Willer Tomaz. Segundo relatos divulgados à época, o político também teria demonstrado interesse em adquirir a propriedade.
A relação de amizade entre Flávio e Tomaz fez com que o candidato fosse citado no contexto da disputa. O nome do político chegou a ser incluído como testemunha em uma das ações judiciais.
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