Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Eleições
Congresso em Foco
19/10/2026 18:14
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que pretende entregar à Justiça Eleitoral uma autorização para a abertura de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico, além de incluir no procedimento os seus cinco filhos, e desafiou o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), a tomar a mesma iniciativa.
Em declaração após a escalada de acusações entre os candidatos, Lula disse que pretende entregar o documento ao Tribunal Eleitoral e defendeu que as informações sejam investigadas e posteriormente apresentadas à população.
Durante a fala, o presidente voltou a fazer acusações contra Flávio e sua família, que devem ser tratadas como declarações de campanha e não, apenas com base nesse pronunciamento, como fatos comprovados.
"Eu vou entregar isso amanhã no Tribunal Eleitoral, na expectativa de que o candidato adversário apresente a proposta para abrir o seu sigilo, das suas empresas e das suas famílias", afirmou Lula.
Segundo o presidente, a iniciativa busca responder às acusações que passaram a dominar parte dos confrontos eleitorais. "Eu quero que a Justiça investigue, e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão nesse país", declarou.
Lula afirmou ainda que decidiu incluir os cinco filhos na autorização porque, segundo ele, sua família costuma ser alvo de acusações durante campanhas eleitorais. O presidente apresentou a iniciativa como uma medida de defesa de sua biografia e de sua honra.
"Eu tive questão de colocar meus cinco filhos. Meus cinco filhos, porque eu sei que toda eleição se inventa uma coisa contra a minha família. E eu resolvi não ficar quieto."
O presidente argumentou que pretende colocar as informações à disposição das autoridades para que a disputa não fique limitada a acusações feitas durante a campanha.
"Eu quero que a Justiça investigue, e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão nesse país", afirmou. Lula chamou o adversário de "miliciano", "corrupto" e "ladrão", além de estender acusações à família do senador.
Segundo esclareceu o aliado de Lula e senador Camilo Santana (PT-CE), a medida é condicionada a um acordo de reciprocidade. Caso Flávio aceite o desafio e permita a quebra de seu sigilo, os dados sobre ambos se tornarão públicos.
Temas
LEIA MAIS