Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Eleições presidenciais: Veja as disputas mais apertadas desde 1989

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

HISTÓRICO DAS URNAS

Eleições presidenciais: Veja as disputas mais apertadas desde 1989

Às vésperas do segundo turno entre Lula e Flávio, levantamento mostra que apenas três eleições presidenciais desde 1989 tiveram diferença inferior a sete pontos percentuais.

Congresso em Foco

21/10/2026 16:03

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O Brasil volta às urnas no próximo domingo (25) para escolher o presidente da República em uma disputa acirrada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Assim como no primeiro turno, quando a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto percentual, as pesquisas mostram uma eleição equilibrada. Pesquisas divulgadas nesta semana apontam diferenças pequenas entre os candidatos, vários deles em situação de empate técnico.

Levantamento do Congresso em Foco, com base nos resultados da Justiça Eleitoral, mostra que apenas três das nove eleições presidenciais realizadas desde 1989 terminaram com diferença inferior a sete pontos percentuais entre os dois primeiros colocados.

A mais apertada foi a de 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro por 1,8 ponto. Em seguida aparecem 2014, com a vitória de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves por 3,28 pontos, e 1989, quando Fernando Collor venceu Lula por 6,06 pontos. A comparação considera o resultado definitivo de cada eleição, seja no primeiro ou no segundo turno.

As três disputas têm outra característica em comum: os candidatos derrotados ampliaram sua votação entre os dois turnos mais do que os vencedores. Esse crescimento reduziu a distância entre os adversários, mas não foi suficiente para inverter o resultado.

Em 2026, a eleição chega ao segundo turno depois de Flávio receber 56.104.503 votos (47,03% dos válidos), contra 53.879.538 de Lula (45,16%), vantagem de 2.224.965 votos. Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21), o senador aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% do presidente. A Meio/Ideia também registra empate técnico, com 51,1% dos votos válidos para Flávio e 48,9% para Lula.

2022, 2014 e 1989 foram as únicas, das nove eleições presidenciais realizadas desde a redemocratização, em que o vencedor teve menos de sete pontos sobre o segundo colocado.

2022, 2014 e 1989 foram as únicas, das nove eleições presidenciais realizadas desde a redemocratização, em que o vencedor teve menos de sete pontos sobre o segundo colocado.Arte Congresso em Foco

As três eleições mais apertadas

Em 2022, Lula recebeu 60.345.999 votos (50,90%), contra 58.206.354 de Jair Bolsonaro (49,10%). A diferença de 2.139.645 votos foi a menor desde a retomada das eleições diretas para presidente. Em 2014, Dilma foi reeleita com 54.501.118 votos (51,64%), enquanto Aécio recebeu 51.041.155 (48,36%). A vantagem foi de 3.459.963 votos, ou 3,28 pontos percentuais.

As duas eleições também tiveram viradas durante a apuração. Em 2014, Dilma ultrapassou Aécio às 19h32, quando 88,9% das urnas já haviam sido totalizadas. Em 2022, Lula assumiu a liderança sobre Bolsonaro às 18h44, com 67,76% das urnas apuradas. Nos dois casos, a inversão refletiu a ordem de contabilização dos votos das diferentes regiões, especialmente a chegada dos resultados do Norte e do Nordeste, onde os vencedores tiveram desempenho mais favorável.

A terceira disputa mais equilibrada ocorreu em 1989, na primeira eleição direta para presidente desde 1960. Fernando Collor recebeu 35.090.206 votos e derrotou Lula por 53,03% a 46,97% dos válidos, diferença de aproximadamente 4 milhões de votos.

Derrotados cresceram mais entre os turnos

Nas três eleições mais apertadas, os candidatos que terminaram em segundo lugar conquistaram mais votos adicionais do que os vencedores.

Em 1989, Lula ampliou sua votação em aproximadamente 19,45 milhões de votos, contra 14,48 milhões de Collor. Em 2014, Aécio acrescentou 16,14 milhões, diante de 11,23 milhões de Dilma. Em 2022, Bolsonaro ganhou 7,13 milhões de votos, enquanto Lula recebeu 3,09 milhões a mais.

Os números representam o crescimento líquido da votação de cada candidato, não a transferência direta de votos dos concorrentes eliminados.

FHC venceu duas vezes no primeiro turno

As maiores diferenças entre os dois primeiros colocados ocorreram em 1994 e 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) derrotou Lula ainda no primeiro turno.

Em 1994, FHC recebeu 54,28% dos votos válidos, contra 27,04% do petista, vantagem de 27,24 pontos percentuais. Quatro anos depois, foi reeleito com 53,06%, diante de 31,71% de Lula, diferença de 21,35 pontos.

Foram as únicas eleições presidenciais decididas no primeiro turno desde 1989. Como havia outros candidatos, os percentuais dos dois primeiros colocados não somam 100%.

As demais eleições

Nas duas primeiras eleições presidenciais que venceu, Lula obteve vantagens superiores a 20 pontos percentuais: derrotou José Serra (PSDB) por 22,54 pontos em 2002 e Geraldo Alckmin (PSDB) por 21,66 pontos em 2006.

Em 2010, Dilma venceu Serra por 12,10 pontos percentuais. Em 2018, Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) por 10,26 pontos.

Assim, nas outras seis eleições presidenciais realizadas desde 1989, a diferença entre os dois primeiros colocados superou dez pontos percentuais. A disputa de 2026 chega à reta final com pesquisas que registram distâncias menores entre os candidatos, mas o resultado só será definido nas urnas de domingo.

Entre no canal de WhatsApp do Congresso em Foco

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Fernando Collor presidência eleições 2026 fernando henrique cardoso Dilma Rousseff Lula Aécio Neves

Temas

Eleições

LEIA MAIS

Justiça eleitoral

TSE vê uso irregular de IA e manda retirar vídeo de Zema sobre Lula

Justiça eleitoral

Ministro do TSE veta peça de Flávio que liga Lula a crime na saidinha

Eleições

Alckmin cobra fim de sigilo a Flávio Bolsonaro: "e os R$ 134 milhões?"

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES