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VIRADA INÉDITA

Lula x Flávio: Quem ganhou e perdeu terreno em cada Estado

Presidente reeleito melhorou seu desempenho nos 26 estados e no Distrito Federal e reverteu em Minas Gerais a vantagem de Flávio no primeiro turno.

Congresso em Foco

25/10/2026 | Atualizado às 23:01

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O presidente Lula (PT) ampliou sua participação relativa nos votos em todas as 27 unidades da Federação entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial, vencida neste domingo (25). Os maiores avanços ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Goiás, Estados onde Flávio Bolsonaro (PL) manteve a liderança. Em Minas Gerais, o petista reverteu a vantagem do adversário, em uma das mudanças mais importantes da disputa.

No resultado nacional, Lula passou de 49% para aproximadamente 51,8% dos votos atribuídos aos dois candidatos, avanço de 2,8 pontos percentuais. Flávio recuou de 51% para cerca de 48,2%. A comparação considera exclusivamente os votos destinados aos dois finalistas no primeiro turno, excluindo os demais concorrentes, para permitir a comparação com o segundo.

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A maior mudança ocorreu no Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família Bolsonaro. Lula passou de 42,7% para 46,9%, avanço de 4,3 pontos percentuais, enquanto Flávio caiu de 57,4% para 53,1%. Apesar da redução da diferença, o senador venceu no Estado.

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Lula faz seu primeiro pronunciamento após a reeleição para o seu quarto mandato.

Lula faz seu primeiro pronunciamento após a reeleição para o seu quarto mandato.Danilo Verpa/Folhapress

São Paulo e Goiás entre os maiores avanços

São Paulo teve o segundo maior crescimento relativo de Lula, de aproximadamente 3,8 pontos percentuais. O petista passou de 42,4% na comparação direta do primeiro turno para 46,15% no segundo. Flávio permaneceu à frente, com 53,85% dos votos válidos.

Em Goiás, Lula avançou 3,7 pontos, de 36,7% para 40,3%. Flávio recuou de 63,3% para 59,7%, mantendo uma vantagem expressiva.

Santa Catarina e Alagoas aparecem em seguida, com aumentos de 3,3 pontos percentuais na participação do petista. No Mato Grosso do Sul e no Paraná, o avanço foi de 3,2 pontos.

Os resultados mostram que a melhora proporcional de Lula não ficou restrita aos Estados onde já tinha maioria. Parte das maiores variações ocorreu justamente em unidades da Federação vencidas por Flávio Bolsonaro.

Veja o resultado da eleição.

Minas: Lula ganha 1,16 milhão de votos e vira disputa

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, Lula reverteu uma desvantagem de quase 589 mil votos no primeiro turno e passou à frente de Flávio Bolsonaro por aproximadamente 107 mil votos no segundo, segundo a parcial com 99,9% das seções totalizadas.

O presidente ganhou cerca de 1,16 milhão de votos entre os turnos, contra 461 mil do senador. Lula passou de 5,19 milhões para 6,35 milhões de votos, enquanto Flávio avançou de 5,78 milhões para 6,24 milhões.

Na comparação percentual restrita aos dois candidatos, Flávio havia recebido 52,7% no primeiro turno, contra 47,3% de Lula. No segundo, o petista passou a aproximadamente 50,4%, enquanto o senador ficou com 49,6%. O avanço de 3,1 pontos percentuais permitiu a inversão do resultado.

No Amapá, Lula ampliou uma vantagem que já havia conquistado por margem mínima no primeiro turno. Na comparação direta, os candidatos apareciam empatados em 50% devido ao arredondamento. No segundo turno, o petista chegou a 52,9%, contra 47,1% de Flávio.

Nordeste registra menores variações

Os menores avanços proporcionais de Lula ocorreram, em geral, nos Estados onde ele já tinha ampla maioria. No Piauí, sua participação passou de 74,7% para 75,9%, crescimento de 1,2 ponto percentual, o menor entre as unidades da Federação. Na Bahia, avançou 1,5 ponto, de 69,9% para 71,3%.

No Ceará, o aumento foi de dois pontos, para 68,9%. Pernambuco e Maranhão registraram crescimento de aproximadamente 2,1 pontos, enquanto Paraíba e Rio Grande do Norte tiveram avanço de 2,5 pontos. Mesmo com variações menores, esses Estados preservaram vantagens expressivas para o petista.

Participação relativa não é votação absoluta

O crescimento proporcional de Lula em todos os Estados não significa que Flávio tenha perdido votos em números absolutos. O senador também ampliou sua votação entre os turnos, embora menos que o presidente.

Os percentuais do primeiro turno foram recalculados considerando exclusivamente os votos dos dois finalistas. Por isso, a queda de Flávio de 51% para 48,2% representa uma perda de participação relativa, não uma redução de sua votação nominal. Tampouco permite identificar, isoladamente, como votaram os eleitores dos demais candidatos ou aqueles que se abstiveram no primeiro turno.

A vitória de Lula combinou a manutenção de vantagens expressivas no Nordeste com a redução da distância para Flávio em Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. Em Minas Gerais, esse crescimento foi suficiente para inverter o resultado e garantir ao petista uma vantagem onde havia perdido no primeiro turno.

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