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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
26/10/2026 20:23
A executiva nacional do PL reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais e atribuiu a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um cenário de "medidas fortemente eleitoreiras". O posicionamento foi divulgado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, um dia após o candidato derrotado anunciar que pediria a anulação da eleição.
Valdemar responsabilizou a ampliação dos gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação pelo cenário eleitoral que permitiu a Lula reverter a vantagem de 2,2 milhões de votos obtida por Flávio no primeiro turno. Para o dirigente, o aumento das despesas "levanta questionamentos sobre os efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo, além de possíveis consequências econômicas para o país".
Entre as políticas econômicas adotadas pelo governo na reta final da campanha estão o reajuste de 15% do Bolsa Família e a antecipação do calendário de pagamentos de outubro, concluído antes do segundo turno. O período também foi marcado pela aprovação do perdão das dívidas dos microempreendedores individuais e pelo início do debate sobre a proposta de transporte coletivo gratuito nos fins de semana.
A direção partidária reconheceu formalmente o resultado proclamado pelo TSE, que confirmou a vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. Valdemar defendeu a continuidade das discussões sobre o processo eleitoral e reforçou a cobrança por uma resposta institucional sobre a conduta do Executivo no pleito. "Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições".
Questionamentos ao resultado eleitoral
Na noite de domingo (25), após a confirmação da reeleição de Lula, Flávio Bolsonaro anunciou que recorreria à Justiça para pedir a anulação do segundo turno. O senador questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou até as 19h a votação nas seções eleitorais que permaneciam abertas.
Zanin determinou a extensão do horário após a campanha de Lula recorrer ao STF por dificuldades no transporte de eleitores na Bahia. A equipe de Flávio também havia solicitado ao TSE a ampliação da votação em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, atingidos por chuvas e problemas de deslocamento.
A determinação de Zanin levou o TSE a interromper temporariamente a apuração. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, informou mais tarde que a decisão trouxe complicações técnicas, mas não chegou a inviabilizar o resultado do pleito.
Nesta segunda-feira (26), Flávio ampliou as acusações contra o presidente reeleito. O senador afirmou que Lula utilizou recursos públicos para realizar a "maior compra de votos da história das eleições no Brasil", apontando o financiamento de benefícios sociais pelo governo federal. Também acusou a campanha adversária de disseminar conteúdos falsos nas redes sociais e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa vencedora.
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