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Assédio eleitoral

MPT pede condenação de deputada do RJ que sugeriu demitir eleitores de Lula

Além da retirada da publicação, instituição requer R$ 500 mil por dano moral coletivo.

Congresso em Foco

27/10/2026 | Atualizado às 15:39

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O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT/RJ) entrou nesta terça-feira (27) com uma ação civil pública contra a deputada estadual reeleita Índia Armelau (PL) após uma publicação em que a parlamentar sugeriu a empresários verificar se funcionários haviam votado em Lula (PT) e questionou a permanência deles nas empresas.

O órgão considera que a manifestação estimula assédio eleitoral e discriminação por convicção política e pede, além da retirada da publicação, R$ 500 mil por dano moral coletivo. A postagem foi feita após o segundo turno da eleição presidencial.

"Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez 'L'. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários", escreveu Índia em publicação no Instagram.

Publicação de Índia Armelau no Instagram.

Publicação de Índia Armelau no Instagram.Reprodução/Instagram

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A parlamentar tem cerca de um milhão de seguidores, alcance citado pelo próprio MPT ao sustentar que uma manifestação dessa natureza, feita por uma autoridade pública, pode levar empregadores a considerar legítima uma eventual retaliação contra trabalhadores por suas escolhas políticas.

Para o MPT/RJ, o conteúdo ultrapassa uma manifestação de preferência eleitoral porque associa a escolha política do empregado à possibilidade de perder o trabalho.

"A prova produzida demonstra a reclamada estimulando que empregadores pratiquem assédio eleitoral, com claro intuito de penalizar trabalhadores por terem exercido direito à liberdade do voto e à cidadania."

Em caráter de urgência, o MPT quer que a Justiça do Trabalho determine que Índia deixe de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por convicção política.

O órgão também pede a retirada da publicação de sites, redes sociais e aplicativos de mensagens e a divulgação, no mesmo perfil, de um comunicado esclarecendo que empregados têm liberdade para escolher seus candidatos e não podem sofrer retaliação do empregador em razão do voto.

Caso a Justiça acolha os pedidos, o comunicado deverá ser publicado em até 24 horas após a decisão. O MPT solicita multa de R$ 100 mil por obrigação descumprida e, no julgamento definitivo da ação, a condenação da parlamentar ao pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo.

Processo: 0101606-05.2026.5.01.0003

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