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Congresso em Foco
27/10/2026 18:49
O advogado mexicano Simón Levy, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que o governo americano autorizou a concessão de asilo político ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi publicada após Levy anunciar que o parlamentar havia chegado ao território americano, com auxílio de autoridades do país.
Ex-subsecretário de Turismo do México, Levy acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de perseguição política contra a família Bolsonaro. "O regime autoritário brasileiro ficará furioso", escreveu em sua conta na rede social X. O mexicano também acusou Lula de seguir orientações do ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador para endurecer sua atuação contra adversários políticos.
Em publicações anteriores, Levy atribuiu ao governo americano a organização da viagem de Flávio. "O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio", declarou. O advogado chamou a ação de "Operação Alba", apresentada por ele como parte de estratégia de pressão internacional sobre governos latino-americanos.
Levy também antecipou o papel político que Flávio desempenharia após sua chegada aos Estados Unidos. "Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula", escreveu. Em outra publicação, mencionou planos de intensificar a pressão econômica sobre o Brasil, além de ações dirigidas à Venezuela, a Cuba e ao México.
Fuga de Flávio
Os rumores sobre a fuga de Flávio ao exterior começaram na manhã desta terça, quando o portal argentino Infobae publicou que o senador teria atravessado a fronteira com a Argentina usando sua carteira de identidade e seguido até Puerto Iguazú, de onde embarcaria em jato particular rumo aos Estados Unidos. A Polícia Federal acionou as autoridades argentinas para verificar a informação.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina contestou o relato e informou que não há registro da entrada do senador no país. O órgão também realizou verificações sobre a aeronave citada na reportagem. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, negou que ele tivesse deixado o Brasil.
Na noite de domingo (25), após a derrota de Flávio no segundo turno, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal e o proibiu de viajar ao exterior. A ordem integra investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. O prazo para entrega dos documentos terminou nesta terça-feira.
Na segunda-feira (26), Flávio criticou a decisão judicial e declarou que permaneceria no Brasil. "Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar."
Apesar do passaporte cassado, Flávio é cidadão italiano, conseguindo pedir asilo usando a documentação europeia.
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