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VÍDEO
Congresso em Foco
28/10/2026 18:54
A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro lamentou nesta quarta-feira (28) a fuga de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para os Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela comentou as consequências da viagem do parlamentar para o convívio familiar e criticou a atuação das autoridades brasileiras.
"Estou muito triste. Meu coração sangra (graças a Deus que é um coração forte) porque mais um filho se viu obrigado a deixar sua Pátria amada por causa de perseguições injustas, descabidas e arbitrárias", declarou Rogéria. A ex-vereadora também é mãe do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que deixou o Brasil em fevereiro de 2025 e passou a viver nos Estados Unidos.
Rogéria lamentou especialmente o afastamento dos quatro netos, com quem deixará de conviver regularmente. "Não poderei estar perto quando tiverem febre, pra colocar a mão em suas testas e verificar se está forte ou não", declarou.
No encerramento da gravação, dirigiu uma mensagem diretamente ao senador: "A distância nos separa, porém o amor nos une. E agora separada de mais um, só me resta dizer um até breve Flávio, meu filho querido".
Fuga para os Estados Unidos
Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27) após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal e o proibiu de viajar ao exterior. A decisão integra investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.
Nesta quarta, o senador publicou uma carta aberta na qual confirma ter recebido aval de autoridades americanas para entrar no país, contesta o resultado das eleições, acusa o STF e o TSE de terem dado vitória irregular à chapa Lula-Alckmin e reivindica o cargo de "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Flávio também afirmou que apresentará nos próximos dias uma estratégia para mobilizar seus apoiadores e a oposição. Segundo ele, a atuação deverá ocorrer "por todos os meios pacíficos e legítimos".
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