Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Com três nomes em jogo, disputa pelo Senado divide a direita

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

ELEIÇÃO NO SENADO

Com três nomes em jogo, disputa pelo Senado divide a direita

PL deve lançar Rogério Marinho nesta quarta (4), com apoio dos Bolsonaro. Alcolumbre busca a reeleição com respaldo de Lula e partidos do Centrão, enquanto Tereza Cristina tenta atrair senadoras e setores da oposição.

Congresso em Foco

3/11/2026 15:39

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O PL pretende oficializar nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (RN), apoiado pela família Bolsonaro, à presidência do Senado. A iniciativa amplia a disputa com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a recondução com apoio de Lula (PT). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também articula uma candidatura, apesar do apoio anunciado pela direção de seu partido a Alcolumbre. A eleição será em 1º de fevereiro de 2027.

A disputa expõe divisões na oposição e no Centrão, em um Senado no qual o PL terá a maior bancada, com 29 dos 81 parlamentares. Além do comando da Casa e das comissões, está em jogo a relação com o STF, especialmente a tramitação dos pedidos de impeachment de ministros da Corte, uma das principais bandeiras da oposição.

Rogério Marinho, Tereza Cristina e Davi Alcolumbre são os nomes na disputa à presidênca do Senado até o momento.

Rogério Marinho, Tereza Cristina e Davi Alcolumbre são os nomes na disputa à presidênca do Senado até o momento.José Cruz/Agência Brasil | Carlos Moura/Agência Senado | Arte Congresso em Foco

Marinho deve oficializar candidatura nesta quarta

Líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marinho recebeu apoio público do senador e de seu irmão Carlos Bolsonaro (PL-SC), eleito em outubro.

Na sexta-feira (30), durante uma transmissão dos Estados Unidos, Flávio anunciou que indicaria Marinho para presidir o Senado. "Nossa trincheira será o Congresso, especialmente o Senado", afirmou. No dia seguinte, após visitar Jair Bolsonaro, Carlos reforçou a indicação: "Nosso candidato é o Rogério Marinho".

A reunião do PL nesta quarta terá participação prevista de representantes do Novo, que contará com três senadores. Marinho também busca apoios no PP, União Brasil, Republicanos e PSDB. Parte do PL, porém, considera negociar cargos na Mesa Diretora e nas comissões com Alcolumbre, em vez de disputar a presidência.

Marinho defende mudanças nas regras para o impeachment de ministros do STF. Em setembro, apresentou um projeto para obrigar o presidente do Senado a decidir sobre os pedidos em até 30 dias úteis, com mecanismos para permitir o avanço das denúncias sem depender exclusivamente da presidência da Casa.

O senador também quer que parlamentares da direita anunciem publicamente seus votos, apesar do caráter secreto da eleição, para reduzir o risco de dissidências.

Leia Mais

PL terá 1 em cada 4 congressistas e amplia pressão sobre o STF

Alcolumbre tem apoio de Lula e acena à oposição

Alcolumbre recebeu em 27 de outubro o apoio formal da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além de manifestações favoráveis de PT, MDB e PSD. O presidente Lula assegurou apoio à sua recondução em reunião no Palácio da Alvorada, no dia 26, após a vitória no segundo turno presidencial.

A reaproximação ocorreu depois de meses de atritos. Alcolumbre se opôs à indicação de Jorge Messias ao STF, defendendo Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Messias acabou rejeitado pelo Senado em abril, por 42 votos a 34. O presidente da Casa também foi criticado por retardar a tramitação das PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública, encaminhadas às comissões após a retomada do diálogo com Lula, em agosto.

Apesar do apoio governista, Alcolumbre tenta conquistar votos bolsonaristas. Segundo a Folha de S.Paulo, aliados do senador discutem negociar um indulto a Jair Bolsonaro com Lula ou articular uma anistia no Congresso. A iniciativa buscaria reduzir as tensões políticas e a pressão pelo impeachment de ministros do STF, mas não há acordo fechado nem compromisso público do governo.

O principal obstáculo é a resistência de Alcolumbre à abertura de processos contra ministros do Supremo, especialmente Alexandre de Moraes. Parte da oposição rejeita trocar apoio à sua recondução por uma negociação sobre Bolsonaro e defende eleger um presidente disposto a dar andamento às denúncias.

Tereza Cristina aposta nas mulheres e no diálogo

Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro e líder do PP no Senado, Tereza Cristina busca apoio de parlamentares que resistem tanto à recondução de Alcolumbre quanto à candidatura de Marinho. Ela aposta na possibilidade de se tornar a primeira mulher a presidir a Casa.

"Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado", afirmou em entrevista à GloboNews, em outubro. A bancada feminina deverá chegar a 19 integrantes em fevereiro, segundo a Agência Senado.

Após a direção da União Progressista anunciar apoio a Alcolumbre, Tereza divulgou nota, em 27 de outubro, defendendo o "voto livre, soberano e secreto" dos 81 senadores. Afirmou também que pretende ouvir especialmente as 12 mulheres eleitas em outubro.

A ex-ministra procura atrair setores da oposição e do Centrão que consideram seu perfil mais conciliador que o de Marinho, identificado com a ala mais combativa do bolsonarismo. Seus aliados avaliam que ela teria maior facilidade para dialogar com diferentes correntes políticas, inclusive governistas.

Tereza mantém uma relação próxima com a família Bolsonaro. Em julho, aceitou o convite de Flávio para ser sua candidata a vice-presidente, mas a composição foi inviabilizada pela decisão do PP de permanecer neutro na eleição.

Agora, ela e Marinho disputam parte dos mesmos apoios. Os dois conversaram na semana passada sobre uma candidatura única contra Alcolumbre, mas não chegaram a um acordo. Tereza também admite discutir o impeachment de ministros do STF, mas defende uma agenda mais ampla para o Senado, incluindo reformas econômicas.

PL pode reunir 37 senadores; Alcolumbre reivindica até 48

Segundo projeção da Agência Senado, o PL terá 29 senadores a partir de fevereiro, seguido por PT (10), MDB (8), PP (6), União Brasil e Republicanos (5 cada), PSD e PSB (4 cada), Novo (3), PSDB e Podemos (2 cada), PDT e Rede (1 cada), além de um senador sem partido.

Se PL, Republicanos e Novo votarem integralmente em Marinho, o grupo reunirá 37 senadores, quatro a menos que os 41 necessários à vitória no primeiro turno. O Novo já participa das articulações, mas o Republicanos ainda não anunciou apoio formal.

Do outro lado, PT, MDB, PP, União Brasil e PSD somarão 33 cadeiras. A conta inclui partidos que anunciaram apoio a Alcolumbre ou participam de sua articulação, mas não representa compromisso individual de todos os integrantes.

Conta não fecha

Aliados de Alcolumbre e Marinho reivindicam cerca de 48 votos cada. Como as duas contagens superam, somadas, o total de senadores, há apoios sobrepostos ou ainda não consolidados. A votação secreta acrescenta incerteza às projeções.

A disputa também envolve o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por analisar propostas de emenda à Constituição e indicações para tribunais superiores. O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), eleito senador, aparece nas articulações para presidir o colegiado. A eleição definirá a presidência do Senado para o biênio 2027-2028.

A disputa pelo Senado contrasta com a da Câmara, onde Hugo Motta (Republicanos-PB) já reúne apoio de 15 partidos, que somarão 354 deputados em 2027. O grupo inclui legendas do Centrão e da esquerda, como PT, MDB, União Brasil e PP. Para se reeleger, Motta precisará de 257 votos, mas o apoio partidário não garante adesão individual na votação secreta. O PL, que terá 121 deputados, ainda não anunciou se terá candidatura própria ou se apoiará a recondução do atual presidente.

Entre no canal de WhatsApp do Congresso em Foco

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Rogério Marinho tereza cristina Davi Alcolumbre Senado Jair Bolsonaro Lula

Temas

Congresso

LEIA MAIS

REFORMA TRIBUTÁRIA

Relator da CBS, Eduardo Braga quer mudar alíquota de 11,3% do TCU

Política

Monte o governo: Congresso em Foco lança ferramenta Bolsa da Transição

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Kataguiri propõe veto a aumento em benefícios sociais durante eleições

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES