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REAÇÃO À DERROTA

Trump reconhece derrota no Congresso, nega culpa e sinaliza vetos

Presidente diz que aceita o resultado, atribui revés à própria ausência das urnas e admite influência da guerra contra o Irã.

Congresso em Foco

4/11/2026 8:15

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou os democratas pela vitória nas eleições legislativas de terça-feira (3), mas negou que o resultado represente uma rejeição ao seu governo. Atribuiu o revés republicano à própria ausência das urnas, reconheceu a influência da guerra contra o Irã e afirmou estar disposto a negociar com a oposição, embora tenha ameaçado recorrer ao poder de veto.

"Parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho", declarou à Fox News. Trump, porém, procurou se distanciar da derrota: "Não vejo isso como um golpe contra mim".

Trump:

Trump: "Eu não estava na cédula. Se estivesse, teríamos vencido de lavada" Molly Riley/Casa Branca

Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, encerrando a maioria republicana nas duas Casas. A mudança obrigará o presidente a negociar com a oposição nos dois últimos anos de mandato.

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"Se estivesse na disputa, teríamos vencido"

Trump responsabilizou sua ausência da votação pelo desempenho republicano. "Eu não estava na cédula. Se estivesse, teríamos vencido de lavada", escreveu na Truth Social.

À CBS News, também atribuiu parte da derrota ao desempenho de candidatos republicanos e à baixa mobilização de eleitores de sua base. Ao Wall Street Journal, admitiu que a guerra contra o Irã e seus efeitos econômicos influenciaram a votação, mas defendeu a ofensiva militar: "Fiz a coisa certa. Faria novamente".

Aceita derrota, mas ameaça usar veto

Diferentemente da postura adotada após a eleição presidencial de 2020, Trump declarou que aceitará o resultado. "Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", afirmou ao New York Times. Também manifestou disposição para negociar: "Espero trabalhar com vocês pelo bem do nosso país", disse à CBS News.

Ao mesmo tempo, advertiu que poderá vetar projetos aprovados pela nova maioria, obrigando os democratas a negociar com a Casa Branca.

A partir de janeiro de 2027, a oposição poderá comandar comissões parlamentares, ampliar investigações sobre o governo e dificultar a aprovação de projetos e indicações presidenciais. Trump manterá o poder de veto, que só pode ser derrubado por dois terços dos votos em cada Casa.

Democratas ampliam maioria no Congresso

Segundo balanço divulgado na manhã desta quarta-feira (4), os democratas haviam conquistado 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos, com 68 distritos ainda indefinidos. No Senado, democratas e independentes aliados somavam 54 dos 100 assentos, contra 44 republicanos, restando duas disputas.

Os resultados parciais superaram as projeções pré-eleitorais, que já indicavam vantagem democrata. O partido conquistou pelo menos sete cadeiras do Senado anteriormente ocupadas por republicanos e mais de duas dezenas de distritos na Câmara.

O avanço ocorreu em meio à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, a guerra contra o Irã e a condução do governo. O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro, inaugurando uma fase de maior confronto político entre Executivo e Legislativo.

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