Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Em defesa da diversidade cultural

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Em defesa da diversidade cultural

Congresso em Foco

11/7/2005 | Atualizado às 17:24

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA




Sônia Mossri e Edson Sardinha


A regionalização da programação das emissoras de rádio e TV está prevista no artigo 221 da Constituição de 1988, mas a proposta nunca foi regulamentada, segundo estudiosos da Comunicação, por causa da pressão da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

O professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) Mauro Porto, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política do departamento, aponta que entre 25% e 30% dos congressistas têm algum vínculo com emissoras de radiodifusão.

“O lobby dos empresários da comunicação no Congresso é o mais profissional”, avalia o professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Laurindo Lalo Leal Filho. Segundo ele, a proposta inova ao impor limites legais ao empresariado.

Avaliação semelhante é feita pelo professor da UnB. “O poder das redes de comunicação, no Brasil, é quase ilimitado”, diz Porto. Os dois acreditam que a aplicação da regionalização vai modificar a forma de o brasileiro se enxergar e movimentar o mercado regional da comunicação, por meio de produtores independentes.

Para Leal Filho, que é membro da organização não-governamental TVer, voltada para a responsabilidade social das TVs, o modelo vigente impõe valores culturais e comerciais uniformes. “Não há uma cidade no Brasil com mais de duzentos mil habitantes que não tenha, em pequenos cantos, o jeito ipanemense de viver, quando somos muito distintos e a única coisa que nos une é a língua”, observa.

O professor da USP teme que a programação regional reproduza os valores veiculados pelas redes. “Não adianta abrir espaço para a mesma lógica. O ideal é que todos os programas da cota prevista no projeto sejam independentes”, sugere.

Representante dos artistas no Conselho de Comunicação Social, a cineasta Berenice Mendes também acredita que a aplicação do projeto vai estimular a produção independente. “As produtoras assumiriam o compromisso social que as grandes redes estão deixando de lado, em função dos interesses comerciais”, aposta Berenice, que participa da subcomissão destacada pelo conselho para analisar o projeto.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

Reportagem Reportagem

LEIA MAIS

Pressão evangélica

TVs fazem lobby contra programas regionais

Difícil controle

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES