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Bolsonaro ressalta economia e política externa em mensagem ao Congresso

Congresso em Foco

Autoria e responsabilidade de Victor Farias

3/2/2020 | Atualizado às 16:49

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Presidente Jair Bolsonaro. [fotografo] Alan Santos / Planalto [/fotografo]

Presidente Jair Bolsonaro. [fotografo] Alan Santos / Planalto [/fotografo]
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ressaltou aspectos econômicos e de política externa na mensagem enviada ao Congresso Nacional, no primeiro dia de trabalho legislativo do ano, que ocorre nesta segunda-feira (3). > O que o Congresso deve votar em 2020 Em mensagem lida pela deputada Soraya Santos (PR-RJ), o presidente afirmou que tem o "orgulho de  apresentar um novo Brasil", depois de um ano de governo. "No passado, o Brasil foi distanciado das grandes potências mundiais e dos centros tecnológicos. Tivemos independência e disposição para levar adiante uma proposta de mais liberdade para o País", disse. De acordo com o presidente, que não compareceu ao evento pois está em São Paulo, o Brasil realizou "missões amplamente frutíferas" em 2019. "O viés ideológico deixou de existir em nossas relações com o exterior. O mundo voltou a confiar no Brasil", continuou. Bolsonaro citou o processo de acesso do país à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma das apostas do governo na área de política externa, e afirmou que a entrada ajudará o Brasil em aspectos econômicos e sociais. O presidente comentou também a taxa básica de juros (Selic), que atingiu o nível mais baixo da história em seu governo – 4,5% –, e recordes na Bolsa de valores. Ele disse também que os números indicam que o país caminha para um "ambiente fértil de emprego e prosperidade". Em queda, a taxa do desemprego ainda atinge 11% da população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fraternidade, educação e segurança
Citando a imigração de milhares de venezuelanos ao Brasil, Bolsonaro afirmou também que o país sai do seu primeiro ano de mandato mais "fraterno". "Mesmo em um contexto de restrição orçamentária, trabalhamos para oferecer condições dignas e esperança para iniciar uma nova vida", disse. Ele reservou também um parágrafo para falar sobre educação e afirmou que a área  é importante para a "população brasileira exercer a cidadania e alcançar o pleno potencial de liberdade". "É urgente melhorar o acesso e a qualidade à saúde e a eficiência na gestão de serviços e recursos", completou. Em seguida, falou de melhorias na segurança pública. Segundo Bolsonaro, "a violência e a impunidade assolavam o povo brasileiro". "Em 2019, o Brasil reduziu de forma expressiva a violência. Permanecemos desconstruindo a inversão de valores que há muito imperou em nosso País para devolver, de vez, a paz aos brasileiros", comentou.
Pauta do governo
O presidente mencionou ainda projetos prioritários do governo no Legislativo em 2020. Após citar a aprovação da reforma da Previdência no ano passado, Bolsonaro disse que "outros projetos em tramitação em nosso Parlamento, ao longo deste ano de 2020, precisam da devida apreciação e votação, de modo que o Estado atenda às legítimas aspirações da sociedade brasileira". Entre os textos citados por Bolsonaro estão os projetos da reforma tributária, do Contribuinte Legal, do Programa Verde-Amarelo, da independência do Banco Central, da privatização da Eletrobras, do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, do Novo Marco Legal do Saneamento e do Plano Mais Brasil, composto pelas PECs Emergencial, do Pacto Federativo e dos Fundos Públicos. > Prisão em 2a instância, reformas e MPs dominam volta do Congresso > O que o Congresso deverá votar em 2020
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